Atibaia – Saga dos Bandeirantes

Jerônimo Camargo e comitiva,

Ao tempo das bandeiras e monções,

Acamparam na Serra Mantiqueira.

E para preservar memória viva,

Fundaram, com a as bençãos e orações

Do Padre Mateus Nunes de Siqueira,

Nas terras da fazenda do primeiro,

Bem no dia do Santo Padroeiro,

Atubaia, pequeno povoado,

Co´a Capela de São João Batista,

Em mil seiscentos e sessenta e cinco.

Depois, o vilarejo então criado

Cresceu e transformou-se na paulista

Estância procurada com afinco,

Chamada de Suíça brasileira,

Pelo clima daquela cordilheira.

Foi assim que em três séculos de história,

Já chamada Atibaia essa cidade,

Por seus dons e natureza encerra

Epíteto que diz de sua glória,

De sua gente, paz, salubridade,

“O paraíso possível na terra”,

Onde se ouve o tropel das bandeiras,

Semeando as tradições brasileiras!

Dario S. de Oliveira Ribeiro Neto

ECOS DO TROPEL DAS BANDEIRAS

Os ecos, Atibaia, de tua memória

Fazem-nos recordar o tropel das bandeiras

Que souberam ganhar o seu lugar na História

Desbravando os sertões e terras brasileiras.

E em expedição de bravura e muita glória

Acharam onde em condições alvissareiras

Pudessem implantar o marco da vitória,

Fundando-te, mais bela e uma das primeiras

Vilas do interior deste Estado paulista,

Que embora na encosta da serra Mantiqueira,

Não invade o limite do torrão mineiro.

A proteção e a garantia da conquista

Foi ser fundada aquela vila pioneira

Dia de João Baptista, Santo Padroeiro!

Dario S. de Oliveira Ribeiro Neto

ATIBAIA – SUA GÊNESE

Soneto em versos alexandrinos

Jerônimo Camargo com Mateus Siqueira

E comitiva de intrépidos bandeirantes

Assentaram-se na encosta da Mantiqueira,

Para fundar uma cidade de gigantes,

Que nasceu pequena, do seu tempo à maneira,

Mas que, por obra dos primeiros habitantes,

Desenvolveu-se altiva, rica e sobranceira,

Estando, hoje, entre as mais belas e pujantes

Estâncias paulistas, na terra brasileira.

Falo de Atibaia e dos mais interessantes

E heróicos fatos que compõem sua bandeira;

Das famílias Alvim e Pires, tão marcantes,

Como os Barreto; dos Camargo, a pioneira,

E outras tantas, também ilustres e importantes!

Dario S. de Oliveira Ribeiro Neto

ATIBAIA CANTADA EM 30 VERSOS.

Poeta: André Bueno Oliveira

Fenece a madrugada… A aurora raia!

O sol banhando em luz nossa Atibaia,

colore em tons dourados seu planalto;

verdeja sua mata esplendorosa,

aquece a “Grota Funda” majestosa,

desperta a “Pedra Grande” lá no alto!

Que trágica e feliz foi nossa história!

Devemos as razões de nossa glória,

às rixas entre os “Pires e os Camargo”.

Quisera tal contenda fosse exangue,

mas sei que foi regada a muito sangue,

sem trégua, sem limite, sem embargo!

Jerônimo, o “Camargo” bandeirante,

gerou nossa bandeira tremulante,

que estampa em sua alvura, sete listas;

em torno do brasão há cinco estrelas:

– heróis, martirizados nas procelas

das guerras, sem medalhas nem conquistas!

Ó próspera Atibaia, minha amada!

Por toda a tua gente és venerada…

das musas da Poesia, a mais esbelta!

Minh’ alma de poeta se alucina,

ao ver-te, em vôo livre – lá de cima –

dos braços radicais de uma asa-delta!

E Deus, para deixar-te mais benquista,

além do padroeiro João Batista,

oferta nova graça à tua sina:

a linda e sacrossanta padroeira,

a sua própria Mãe, a Medianeira,

a Virgem Mãe Rainha Peregrina!

Piracicaba,10/12/2002 – Terça-Feira