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Antônio do Peçanha, depois Suacuí e que a partir de 1911 passou a chamar-se Peçanha. João Peçanha Falcão pode ser considerado como tronco da família Pessanha[1] ou Peçanha de Atibaia, Piracaia e região. Segunda vez casou-se com o cap. José Antônio da Silva Coelho, natural de Portugal, viúvo de Maria da Conceição Vellozo, f° de Domingos Vicente e de Mauricia da Silva, SL. em Tit. Macieis. Faleceu Cristina Maria em 1791 e teve do 1.° marido um único filho (1.1. abaixo) e do 2º marido teve 5 filhos (1.2. a 1.6):

 

1.1. João Pessanha Falcão n. entre 1775 a 1781, já era falecido em 1846. Foi tropeiro, levando açúcar para São Paulo e Santos, depois estabeleceu-se em Atibaia onde foi proprietário de uma fazenda no bairro da Cachoeira de Mato Dentro e Rio Acima. No censo de 1820 era furriel miliciano de cavalaria (sargente de milícias) e tinha 6 escravos. Foi vereador em 1812 e aos 19.AGO.1809 c.c Ana Maria Franco n. em 1781, fª do português, capitão e tabelião José Antônio da Silva Coelho, supra, e de sua 3a mulher Maria Gertrudes Franco, esta filha do capitão Antônio da Silva Ortiz e de Maria Franco de Godoi. SL1/306. Tiveram 7 filhos:

2.1. Maria Peçanha Falcão n. em 1811, falecida solteria e sem descendentes.

2.2. João Peçanha Falcão n. em 1813 e f. em 1846 na Bahia onde se encontrava numa tropa, foi c.c Gertrudes Pinto e não deixou descendentes.

2.3. Joaquim Peçanha Falcão n. em 1814, fazendeiro, casado em 1843 em Bragança com sua parente Delphina Franco n. em 1824 filha do alferes Manoel José Rodrigues e de Maria Policarpa Franco, esta filha capitão-mor José de Siqueira Franco (cap. 8° deste título) e de Francisca Margarida Pedroso. Teve:

3.1. Francisca Peçanha Falcão, foi c.c o capitão Porfírio Franco Bueno de Aguiar, filho de João Batista da Rocha Franco e de Jacinta Bueno de Campos, ver retro. Teve um único filho:

4.1. Valeriano, falecido solteiro.

3.2. Guilhermina Eufrasia Peçanha n. em 1844 e f. aos 18.MAIO.1910 foi c.c seu primo Jacinto Pereira Peçanha (ver 3.1., 2.7. adiante), vereador em Atibaia entre 1887 a 1890. Teve um filho:

4.1. CapitãoJoão Batista Peçanha “João Bonito” n. aos 26.JUL.1867 e f. aos 11.FEV.1947, foi fazendeiro e capitalista em Atibaia, c.c Leopoldina Bueno da Rocha (ver 4.6., 3.3., 2.11., 1.3., N° 04, cap. 4° deste título):

5.1. Herondina Pereira Peçanha, casada em 1940 em Atibaia com José Preto Silva, “Juca Preto”, f. aos 14.SET.1950; foi contador, distribuidor e partidor do Juízo da Comarca de Atibaia. Teve:

6.1. Benedito Washigton, falecido solteiro.

6.2. Enedina, falecida solteira.

6.3. José Benedito Washington Preto n. aos 03.OUT.1921 e casado aos 09.FEV.1953 com Zulmira Olivato, com descendentes.

3.3. Amélia Peçanha Franco, também conhecida como Amélia Peçanha Falcão f. aos 10.JAN.1892, foi c.c o cap. Joaquim Flórido “Nhoquim Florido” f. aos 09.JUN.1930, foi fazendeiro e capitalista em Atibaia onde foi proprietário da próspera fazenda Bom Retiro no bairro da Cachoeira em Atibaia, era filho de Flórido José Batista[2](o velho)que pode ser considerado como tronco das famílias Flórido e Batista de Atibaia. O casal Amélia Peçanha Franco e o cap. Joaquim Florido tiveram 5 filhos. Viúvo Joaquim Flórido casou-se pela 2ª vez com Auristela A. de Vasconcelos com quem teve 7 filhos[3]:

4.1. Estelito Peçanha de Oliveira, f. em 1953 foi c.c Umbelina Leite (ver N° 01, cap. 6° do título Leite). Não tiveram descendentes.

4.2. Flórido José Batista “Nhô Florinho” n. aos 09.ABR.1879 e f. aos 19.OUT.1956, c.c. aos 11.FEV.1904, foi abastado fazendeiro em Atibaia, empresta seu nome a unidade de saúde do bairro da cachoeira, foi c.c Marcilia Silveira Leite (ver descendência em N° 04 do Cap. 4° do título Leite).

4.3. Alípio Flórido, c.c Leopoldina Nogueira. Teve:

 


[1] Sobre a origem do sobrenome Peçanha descobrimos que em 1317, Dom Diniz, Rei de Portugal, contratou entre outros, Micer Manuel Pezagno, um genovês, de família aristocráta e conhecido como hábil cosmografo, para o cargo de almirante-mor de Portugal. Manuel Pezagno além de ter sido hábil marinheiro foi também hábil diplomata. Pezagno veio para Portugal já casado, enviuvando casou em Lisboa com Leonor Afonso e deixou grande e ilustre descendência. O sobrenome sofreu modificação, aportuguesando-se para Peçanha ou Pessanha dando origem aos Peçanhas portugueses que por volta de 1560 chegaram ao Brasil.

[2]Flórido José Batista n. aos 27.MAIO.1820 no Porto, Portugal, era f° de Joana Pinto e de pai incógnito segundo sua certidão de nascimento, mas segundo pesquisas feitas pela família era f° de um alemão de origem judia. Era pessoa culta e de grande inteligência, trabalhou em navios mercantes como contador e psicógrafo; casou-se em Atibaia aos 23.SET.1843 com Ana de Oliveira, fazendeira em Atibaia, fª de José de Oliveira Pinto e de Maria (…) Anunciaçao. Por ser muito conhecido e respeitado, pelo menos, um de seus filhos (Joaquim acima) acabou transmitindo como sobrenome o nome Flórido, já outra filha (Ana Batista de Oliveira) transmitiu aos descendentes o sobrenome Batista (ver sobre os descendentes de Ana na última nota de rodapé do título Leite deste trabalho).

[3] Filhos de Joaquim Flórido com sua seguda esposa Auristela Aureliana de Vasconcelos: 1) Sebastião Florido n. aos 30.JAN.1901 e f. aos 19.SET.1970, foi respeitado músico, compositor e maestro em Atibaia, c.c Henriqueta do Vale; 2) Pedro Florido, falecido solteiro; 3) Benedito Florido, falecido solteiro; 4) Olívia Florido c.c Oscar Leite; 5) Antonieta Flórido c.c Clodomiro Marcondes; 6) José Florido e 7) Judith Florido Cesar f. aos 13.MAR.1992 (?) c.c Miguel Cezar f. aos 14.OUT.1988.

 

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