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3.4. José Hildebrando Leme n. aos 18.ABR.1900.

3.5. José Sizenando Leme n. aos 10.JUL.1901 em S. Paulo, além de outros falecidos na infância.

2.2. Adalberto, falecido na infância.

2.3. Honorina, falecida na infância

 

Capítulo 5º
Capitão Jacinto Alves do Amaral

             Jacinto Alves do Amaral nasceu em Atibaia entre 1788 a 1792 e aí se casou aos 24.JUN.1809 com sua parente Maria do Espirito Santo Amaral n. em 1792 a 1801, filha de Inácio Alves de Godoi e de Gertrudes Maria de Araújo[1], neta paterna de Inácio Alves Cardoso[2] e de Maria de Godoi Moreira[3]; neta materna de Amaro das Neves de Moraes e de Maria Leite de Araújo que é uma das filhas do tronco da família Araújo de Atibaia e uma das duas irmãs que podem ser consideradas troncos da importante família Araújo Cintra de Atibaia (ver capítulo 2° do texto sobre a Família Araújo em introdução ao título I deste trabalho e também em SL1/501).

O capitão Jacinto Alves do Amaral[4] foi importante fazendeiro[5] no município de Atibaia dedicou-se tanto a agricultura como a pecuária. Dos inventários de Atibaia por mim consultados, Jacinto foi quem deixou maior fortuna, estimada em 87.952$860 (oitenta e sete contos, novecentos e cinquenta e dois mil e oitocentos e sessenta reis). Apenas para ilustrar, na data do seu falecimento o capitão Jacinto tinha 44 escravos, além de muitos bens móveis e imóveis, e muita terra. Foi capitão Jacinto vereador à câmara municipal em 1827 e no mandato de 1837/40. Em 1834 participou juntamente com: Jacinto José Araújo Cintra (o 1º deputado provincial por Atibaia) e Antônio José da Cunha de uma comissão encarregada de localizar um outro local para a construção de nova casa de câmara e cadeia, pois a antiga estava sem condições alguma de funcionamento (o primeiro paço municipal foi o sobrado atrás da igreja matriz, no prédio onde funcionou o hotel São João e hoje encontra-se o edifício Magister), esta comissão comprou em 1835 um terreno onde hoje se localiza o museu municipal na atual praça Bento Paes. Em 1833 também participou de outra comissão formada pelos mesmos distintos senhores encarregada de escolher um local para construção de um cemitério, tendo sido escolhido o quarteirão onde hoje se encontra várias casas, a escola “José Alvim” e talvez aprópria praça Guilherme Gonçalves, neste local funcionou o cemitério do santíssimo sacramento até o início do século XX (1901) quando o antigo cemitério foi desativado e deu-se início ao cemitério atual na avenida da saudade “São João Batista”, antes, porém, os seputamentos ocorriam nos pátios das igrejas e ou no seu interior, dependendo da “importância” sócio-econômica do morto.Jacinto Alves do Amaral faleceu aos 23.JUN.1867. Do casal Jacinto Alves do Amaral e Maria do Espirito Santo descendem os oito filhos que seguem:

Nº 01 Zeferino Alves do Amaral

Nº 02 Antônio Alves do Amaral

Nº 03 João Batista do Amaral

Nº 04 Francisco Alves do Amaral

Nº 05 Ana Jacinta do Amaral “Ana Paes” (minha pentavó ou avó em 5° grau)

Nº 06 Delfina Maria do Carmo

Nº 07 Gertrudes Franco

 


[1] Gertrudes Maria de Araújo era irmã entre outros de,João Leite de Moraes e Amaro Leite de Moraes, que podem ser considerados os troncos das mais antigas famílias Leite de Atibaia, como os Leite descendentes do capitão Jacinto Manoel Leite, tronco do título Leite deste trabalho, dos Pereira Leite, retratos no título Pereira deste trabalho e dos Leite descendentes do capitão Antônio de Pádua Leite, retratados em parte em diversos títulos deste trabalho. Ver N° 03 do capíulo 2° do texto sobre a família Araújo em introdução ao título I deste trabalho.

[2] Inácio Alves Cardoso era filho do cap. Antônio Alvares Cardoso e de Ana de Ribeira Bueno; neto paterno de Manoel Alvares Rodrigues (português); neto materno do capitão Francisco Cubas de Mendonça, falecido em 1718 e de Ana de Ribeira da Luz, falecida em 1741 descendente de Amador Bueno da Ribeira — o Aclamado Rei de São Paulo. (SL 1/459).

[3]Maria de Godoi Moreira era filha de Baltazar de Godoi Moreira, casado em Atibaia com Rosa Rocha, falecida com 80 anos em 1784 nessa cidade; neta paterna de Baltazar de Godoi de Mendonça e de Francisca Cordeiro (SL 6/13); neta materna de Jerônimo da Rocha Pimentel e de Joana de Lima (SL 3/144).

[4] Em 1811 Jacinto Alves do Amaral era um dos 21 eleitores de Atibaia. A Constituição de 1824 somente garantia o direiro de voto aos os homenslivres, maiores de 25 anos e com renda anual líquida de, no mínimo, 100 milréis, também chamado de eleitor de paróquia. Existia também os eleitores de província que eram também os homens livres, maiores de 25 anos e possuidores de renda mínima de 200 mil réis. O voto, portanto, era indireto, não secreto e censitário. Acreditamos que a lista de 21 eleitores de Atibaia de 1811 deveria tratar dos eleitores de província, ou seja, dos eleitores aptos para escolher os representantes da província (Estado), em síntese, os eleitores chamados de paróquia eram os que só podiam votar nos representantes do município (vereadores e juízes) e os eleitores de província eram os eleitores que podiam votar nos representantes do Estado (deputados provinciais), ou os eleitores da paróquia elegiam os eleitores de província que elegiam os deputados, senadores e membros dos Conselhos Gerais de Província.

[5] No censo de 1820 tinha 8 escravos e no de 1829 tinha 17 escravos.

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