RELAÇÃO DO TRONCO COM O AUTOR
LUCAS DE SIQUEIRA FRANCO
1º Sargento-Mor e 1° Capitão-Mor[1] de Atibaia
Lucas de Siqueira Franco (SL 2/48), nasceu e foi batizado em Atibaia em 1710 e foi o 1º capitão-mor da então vila. Foi sem dúvida o mais importante líder político de Atibaia do século XVIII.
Ainda muito jovem, com apenas 20 anos de idade iniciou sua vida pública ocupando o relevante cargo de almotacel[2] da câmara de São Paulo. Em 1742 ocupou o cargo de vereador em São Paulo e no ano seguinte voltou ao cargo de almotacé. Em 1749 foi eleito juiz ordináriode São Paulo e no ano seguinte voltou a ocupar o cargo de almotacel. Depois de 1750 voltou suas atenções a sua terra natal a então freguesia de São João de Atibaia. Em 1771 após um ano da elevação de Atibaia para categoria de vila, hoje município, foi eleito novamente vereador à câmara de São Paulo, cargo que não chegou a exercer, posto que já havia decidido participar ativamente da vida pública em sua terra natal. Em 1772 acâmara de Atibaia solicitou ao governador da capitania a nomeação de Lucas ao posto de capitão-mor da cidade, contudo fora nomeado ao posto de 1º sargento-mor[3] em 31.JAN.1772, sendo então a primeira autoridade civil e militar de Atibaia, prestando obediência direta ao capitão-mor de São
[1] Segundo o Dicionário das Famílias Brasileira de Barata e Cunha Bueno: “Capitão-mor: Do genovês capitacn, este do latim Capitãnu – Documentado, na língua portuguesa, em 1373, a forma capitam mor (…). Capitão-Mor das Ordenanças era um posto atribuído aos chefes das zonas em que foi dividido o reino, pelo Regimento das Companhias de Ordenanças de 1570, para o efeito de organizações militares do País. Eram designados para administrar as capitanias brasileiras ou apenas uma vila, como governadores delas, tendo alçada civil e criminal, possuindo assim, funções muito mais amplas que as de meros capitães de ordenanças, ou capitãoes de milícias. Tinha como seu adjunto o sargento-mor de ordenanças que o auxiliava no recrutamento, formação, adminsitração, etc. das Companhias de Ordenanças”. Até a reforma político-administrativa de 1828, os capitães-mores eram o mais importantes representantes das maiores autoridades do império nas vilas e, embora as vilas devessem ser, administradas por sua câmaras, quando existia a figura de um capitão-mor na vila, o poder era de fato e de direito exercido por ele que era a maior autoridade, tanto na esfera militar, tanto na civil. Sua existência numa vila era sinal claro da importância política da localidade no ordenamento político-administrativo brasileiro no período colonial e nos primeiros anos do império brasileiro.
[2] Instaurada uma vila nos séuclos XVI a XIX a administração da mesma passava pela câmara municipal que tinha atribuições administrativas e judiciais no cível e no crime. Cabia-lhe legislar, administrar, policiar e punir. Nas vilas dessa época haviam um juiz ordinário, dois vereadores e um procurador do conselho, cargos esses eletivos, tratados de oficiais. Entre os cargos não eletivos, ou seja, entre os funcionários da câmara escolhidos pelos oficiais, estavam o de tesoureiro e escrivão. Já o cargo de almoctacel era exercido por um ex-vereador ou ex-juiz ordinário que exerceu esses cargos no ano anterior e também era escolhido pelos oficiais que o substituíam na câmara. O almotacel era uma espécie de fiscal encarregado de verificar se as determinações da câmara estavam sendo cumpridas ou não, tinha sob sua responsabilidade cuidar na igualdade de pesos e medidas, taxar, e as vezes distribuir os mantimentos.
[3] Lucas foi o 1° sargento-mor de Atibaia cargo que também foi ocupado, que descobrimos, por José Félix Cintra, Jerônimo da Rocha Bueno, Lucas de Siqueira Franco (neto do primeiro), Caetano Afonso de Jesus Pestana, Inácio Franco de Camargo, Antônio de Camargo Pimentel e Antônio João Carlos Barbosa
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