FEDERICO BACCHIEGA
Federico Bacchiega nasceu aos 12.JUL.1840 em Pincara Província de Rovigo, na região do Veneto, norte da Itália, era filho de Lorenzo Bacchiega e de Lucia Piatello e casou-se aos 11.AGO.1875 em Pincara com Maria Caniato, nascida aos 03.DEZ.1852 em Garofolo di Canaro, província de Rovigo, filha de Battista Caniatto e de Catterina Zanforlini.
Segundo o processo de habilitação de casamento de Bernardo Simonai e de Edevinda Bacchiega, ocorrido em 17.JAN.1908 em São Carlos/SP, Federico, ou Henrique, nome aportuguesado, faleceu na Itália, portanto, não imigrou para o Brasil, o que nos faz concluir que Maria Caniato imigrou com seus filhos, todos naturais de Pincara/RV no ano de 1897, segundo relatos familiares, posto que não encontramos o desembarque dos mesmos.
Maria Giovanna Caniato era filha de Battista Caniato nascido aos 12.FEV.1815 em Guarda Veneta e de Coseta Zanforlin também nascida em Guarda Veneta aos 19.SET.1819 e ai casados aos 07.FEV.1837. Maria Caniato faleceu aos 29.ABR.1924 na fazenda Aruera entre os municípios de Marapuana e Itajobi, sendo sepultada em Itajobi/SP.
No Brasil o nome de família BACCHIEGA por alguns ramos familiares sofreu várias deformações fruto do processo de aportuguesamento, gerando entre as variáveis o sobrenome BACHEGA tal qual conhecemos hoje. Encontramos no Brasil, várias famílias com o sobrenome Bachega que imigraram, entre essas muitas, destaco a descendente de Luigi Bacchiega, nascido aos 11.JUN.1871 em Bergantino, província de Rovigo, próxima a cidade de Pincara, o que pode significar serem as duas famílias aparentadas.
A família Bacchiega inicialmente estabeleceu-se em Santa Eudoxia, bairro do então distrito de São Carlos do Pinhal/SP hoje somente São Carlos, onde vários filhos do casal Federico e Maria se casaram. Tiveram q.d. seis filhos:
Capítulo 1º Fedele EmiglioBacchiega (meu trisavô)
Capítulo 2º Gioconda Bacchiega
Capítulo 3º Lucia Regina Bacchiega
Capítulo 4º Solidea Bacchiega
Capítulo 5º Graziano Bacchiega
Capítulo 6º Vinda Bacchiega
CAPÍTULO 1º
Fedele Emiglio Bacchiega
Fedele Emiglio Bacchiega, ou simplesmente Fidelis Bachega nasceu aos 21.JUL.1875 em Pincara/RV, segundo a certidão consultada, Fidelis nasceu um mês antes do casamento no civil de seus pais, contudo era muito comum naquela época, se casar na igreja e depois de algum tempo no civil, já que antes da unificação italiana, ocorrida em 1870, não existia cartórios civis.
Fidelis casou-se em primeiras núpcias com Elvira Nove aos 15.AGO.1899 em São Carlos/SP. Elvira era filha de Jerônimo Nove. Fidelis três anos após o seu casamento enviuvou-se, pois Elvira Nove veio a falecer na fazenda Itararé em São Carlos aos 25.SET.1902 sendo sepultada no cemitério de Santa Eudóxia, distrito de São Carlos, deixando dois filhos com Fedele Bacchiega (José e João Batista).
Viúvo, Fedele Bacchiega conheceu Terzilla Maria Liberata Assirati, ou simplesmente Tercília Assirati (ver cap. 1° do título Assirati), nascida aos 06.SET.1874 em Spinadesco, província de Cremona, filha de Ângelo Assirati e Orsola Ardigó, a qual havia imigrado ao Brasil aos 11.NOV.1890 juntamente com seus pais e um irmão de nome Temistocle Assirati, o qual deixou grande descendência espalhada pelo Estado de São Paulo.
Tercília Assirati, segundo alguns relatos familiares era professora e também como a sua mãe foi parteira. Por volta de 1892, provavelmente em Iquarana ou Santa Eudoxia de São Carlos, Tercilia Assirati conheceu o feitor de fazenda, Michelle (Miguel) Chiaretti, um calabrês, segundo transmissão oral, todavia, na atualidade o sobrenome incidi com mais freqüência na Província de Rieti na região do Lazio, cuja capital é Roma. Miguel era filho de Domenico Chiaretti e de Rosae teve com Tercilia seis filhos: Rosa Bachega Corassini, Nicola Bachega, Ursolina Bachega Sperandio, José Bachega, Ângelo Bachega e Domingos Augusti, esse último criado por um primo de Tercilia. Pelo que se descobriu Tercilia viveu com Miguel Chiaretti até o seu retorno para Itália que provavelmente deu-se entre anos de 1902 a 1904, deixando-a com os seis filhos. Também através de relatos familiares afirma-se que Chiaretti era casado na Itália o que muito provavelmente foi a causa impeditiva para não ter se casado com Tercília com quem viveu provavelmente entre 1892 a 1902 ou a 1904 e com quem teve seis filhos. Segundo relatos familiares, Miguel fora morto por um cunhado assim que regressou para Itália, numa disputa por herança.
Sozinha e com cinco filhos Tercília casou-se aos 17.NOV.1906 com Fidelis Bachega, sendo ele viúvo com 31 anos de idade e ela solteira com 32 anos de idade. Este casamento uniu os sete filhos do casal, pois Fidelis tinha dois filhos de seu primeiro casamento (José e João Batista) e Tercília cinco de sua união com Miguel Chiaretti (Rosina, Nicola, Ursolina, José e Ângelo, já que seu filho caçula Domingos fora criado por um primo de Tercilia).
Fedele Bacchiega fez questão absoluta que todos os filhos de Tercilia com Miguel Chiaretti levassem seu sobrenome, de modo que os cinco dos seis filhos de Tercilia passaram, a partir da primeira década do século XX, a assinar o sobrenome Bacchiega aportuguesado para Bachega, todavia antes dessa época os mesmos ainda portavam o sobrenome do pai biológico, uma
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