Luigi Bedore imigrou pela primeira vez ao Brasil partindo do porto de Genova aos 18.SET.1891 pelo vapor Washington. Chegou no porto do Rio de
Janeiro aos 06.OUT.1891, com trinta e dois anos e veio sozinho para conhecer o novo mundo, a fim retornar a Itália para buscar sua família com maiores seguranças. Aos 10.OUT.1891 chegou de trem a hospedaria dos imigrantes em São Paulo. Após, aproximados dois meses retornou a Itália para buscar sua família.
Aos 26.JAN.1892 Luigi Bedore imigrou pela segunda vez para o Brasil desembarcando no porto do Rio de Janeiro pelo vapor Solferino, desta vez acompanhado de sua esposa, Elisabetta Rizzato, três filhos: Ernesto, com quatro anos e meio, Teodolinda, com dois anos e meio e Ermenegildo, com um ano e a família de sua esposa composta de Ferdinando Rizzato, seu sogro, com 51 anos, Maria Cavallaro, sua sogra, com 46 anos, seus cunhados Amália, com 21 anos, Giovanni, com 18 anos, Ângela, com 10 anos e Valentino Questioni, com 22 anos, seu cunhado (ver título Rizzato).
Após pouco mais de um mês, aos 28.FEV.1892 Ferdinando Rizzato acompanhado dos filhos: Amália, Giovanni, Ângela e Valentino, seu genro, deram entrada na hospedaria dos imigrantes em São Paulo. Um dia depois, 29.FEV.1892, Luigi Bedore, sua esposa Elisa, sua sogra Maria Cavallaro e os filhos: Ernesto e Ermenegildo também chegaram a Hospedaria dos imigrantes em São Paulo. Teodolinda, filha de Luigi Bedore, não deu entrada na Hospedaria em São Paulo, provavelmente porque falecera após o desembarque no Rio de Janeiro, ou ainda durante a viagem. Possivelmente foi vítima de uma epidemia que deve ter ocasionado a permanência das duas famílias (Bedore e Rizzato) por pouco mais de um mês no Rio de Janeiro. Segundo relatos familiares, Luigi Bedore tivera um ou dois filhos falecidos na viagem de chegada ao Brasil, contudo, os documentos encontrados dão conta da morte de um dos filhos, Teodolinda, provavelmente, logo após o desembarque no Brasil, ou ainda durante a viagem, embora seu nome conste da relação de passageiros do navio que chegou ao Brasil; e a outra possível morte, a de Ermenegildo, na viagem de volta a Itália, pois nada se descobriu sobre seu paradeiro na Itália.
Acreditamos que as famílias de Luigi Bedore e Ferdinando Rizzato (ver título Rizzato) permanecerm no Brasil cerca de três anos (entre o final de janeiro de 1892 a, no máximo, março de 1895) pois aos 18.ABR.1895 Diamante Bedore nasceu em Aulla, Nova Gorizia, território Italiano na época, hoje Eslovênia, para onde devem ter apenas passadoou permanecido por algum tempo antes de regressarem para Ospedaletto Euganeo onde nasceram outros membros das duas famílias.
No Brasil as famílias Bedore e Rizzato moraram, segundo relatos familiares, em Atibaia, contudo, segundo descobrimos, moraram no distrito de Souza de Campinas onde nasceu IdaB edore (2.4.) aos 13.MAR.1893. Se de fato Luigi Bedore chegou a morar em Atibaia isto se deu aproximadamente entre março de 1892 a fevereiro de 1893 ou depois do nascimento de Ida até o regresso da família para Itália, ou seja, entre abril de 1893 a, no máximo, março de 1895.
Luigi Bedore faleceu aos 18.SET.1949 com 91 anos de idade na sua residência[1] na via (rua) Carlo Barabino,17 em Genova/GE, cidade para onde a família Bedore mudou-se provavelmente na segunda ou início da terceira década do século passado (entre 1916 a 1930). Está sepultado no cemitério Staglieno.
Do casal Luigi Bedore e Elisabetta Rizzato descendem doze filhos:
2.1. Ernesto Bedore é o tronco da segunda família Bedore que se estabeleceu no Brasil e primogênito do primeiro Bedore que imigrou para o Brasil – Luigi Bedore. Nasceu aos 22.MAR.1887 em Ospedaletto Euganeo/PD e foi batizado na paróquia de S. Giovanni Battista com o nome de Ernesto Giuseppe Federico Bedore. Imigrou pela primeira vez ao Brasil com seus pais e irmãos, onde viveu entre 26.JAN.1892 a março de 1895, ou seja, por pouco mais de três anos. De volta a Itália, segundos relatos familiares, quando jovem foi morar na Alemanha, onde exerceu sua profissão de construtor, trabalhando na reforma de um conventoou mosteiro, bem como na Eslovênia onde nasceu uma de suas irmãs de nome Diamante.
[1]Em maio de 2011 visitamos pela primeira vez o último endereço de Luigi Bedore em Geneva e podemos constatar que sua residência era muito bem localizada, de boa qualidade e de valor em Genova (ver fotos na próxima página), o que nos faz concluir que a condição social de Luigi e de sua família era melhor que da maioria dos imigrantes italianos no final do século XIX,. posto que imigrou duas vezes ao Brasil e retornou a Itália com toda família e ou que houve uma considerável ascensão social da família nas primeiras décadas do século seguinte.
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