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BREVE CONSIDERAÇÃO SOBRE A POPULAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E HISTÓRIA DE OSPEDALETTO EUGANEO/PD

            Em 31.MAIO.1998 o município de Ospedaletto Euganeo contava com 5.149 habitantes,dos quais cerca de 3.902 residem no perímetro urbano; os demais se distribuiem entre os distritos de Palugana, Santa Croce, Tresto e Vallaancon. O Município se estende numa área de 21.41 Km2 (Atibaia tem 491 Km2, ou seja, Atibaia tem seu território vinte e três vezesmaior que o território de Ospedaletto Euganeo).

A pequena cidade de ospedaletto Euganeo se situa a 35Km de Padova, acapital da proivíncia, ao sopé dos Colli Euganei (Colinas Eugâneas). Ospedaletto pertence a região de Este (também podemos encontrar referências as regiões de Eugania ou Baixa Padovana) e a Provincia de Pádua (Padova). Traços de antigos vestígios pré-históricos encontrados em Palugana e em Dossi atestam que o território do município foi habitado por populações paleo-vênetas. As terras então coupadas pelos romanos que as dividiram em centúrias e as asseguraram aos vetereranos da batalha de Azio. Os arqueólogos asseguram a existência de algumas estradas, provavelmente construídas à partir do século I a.c em particular as que estão situadas nos distritos de Tresti e Palugana (onde encontramos no mapa anterior uma casa pertencente a um Bedore), onde passava a estrada que ligava Este aos veroneses. A tomonímia de muitos locais dessa região parece indicar a existência de pântanos. O nome Palugana, apesar de ter uma etimologia dúbia, indica seguramente um pântano: sinal de que os trabalhos dos romanos em defesa dos campos e estrada foram abandonados nos séculos seguintes. O território se despovoou, os campos foram abandonados e as florestas cresceram. O renascimento começou durante a Alta Idade Média: as terras viraram rota de viajantes que se dirigiram aos locais de culto (Roma, a Terra Santa ou Santiago de Compostela) e que necessitavam de locais de pousada e descanso (engraçado como nesse ponto Ospedaletto e Atibaia, têm semelhanças, pois Atibaia também fora rota de viajantes ‘bandeirantes’ que se dirigiam as Minas Gerais a procura de ouro).

Para tanto, o rico Inchelbaldo doou ao bispo de Padova (Pádua) um terreno numa localidade chamada Rotta di Sândalo, com a finalidade de se construir um hospital dedicado a San Giacomo e confiado aos monges “ospedalieri” em 1162. Por mais de um século o vilarejo que se formava em torno do hospital foi chamado de “San Iacopo de Hospitaleto”, em homenagem ao santo padroeiro dos peregrenos. Ao final do século 12 foi construída uma segunda igreja dedicada a San Giovanni Battista (São João Batista como Atibaia que já foi chamada de São João Batista de Atibaia), que substituiu a primeira dedicada a San Giacomo, arruinada e em desuso. A partir de então a localidade é citada como “San Giovanni Battista di Hospitaleto” ou simplesmente “Hospitaleto”. Também a outra tese sobre o surgimento de Ospiedaletto que diz que ainda no século XIII,o local que antigamente abrigava o Hospitale Sancti Jacobi de rupta foi abandonado e a pouco de distância, erigido outro pequeno hospitale, dedicado a San Giovanni Battista. Em torno dessa nova hospedagem cresce a povoação que comparece nos documentos da época como Hospitaletto, talvez por suas dimensões reduzidas. O nome conserva, hoje, a forma típica da língua veneziana ou dos dialetos vênetos, Ospedaletto.

A primeira notícia documentada sobre a localidade remonta ao ano de 1221; o texto cita o Hospitale Sancti Jacobi de rupta (hospedaria de São Tiago da ruptura,lembrando uma inundação ocorrida pela ruptura de um dique natural, talvez do riacho Guà). Eram chamados de hospitale, no período medieval, as hospedarias, as casas que acolhiam viandantes, pregrinos, refugiados. viajantes

Somente após a unificação italiana a cidade muda de nome, assumindo o nome atual de Ospedaletto Euganeo. A denominação da cidade era Ospedaletto até 11.AGO.1867,data em que o Decreto Real nº 3886 lhe acrescentou a especificação Euganeo. A especificação recorda os eugãneos,povo que habitava a área na época da consquista romana (séc.III a.C), como o historiador Titus Livius (58 aC. – 17 d C) recorda, em sua obra Ab Urbe Condita: “ Euganeisque, qui inter maré Alpesque incolebant…” ( e os Eugâneos que habitavam entre o mar e os Alpes)

Os acontecimentos históricos de Ospedaletto seguiram os destinos das vilas da Baixada Padovana: rota de tropas de estense, ezzelianas, scaliageras e carraresas, primeira de confluir no vasto império da República de Veneza, pela Liga de Cambray, com a conquista de Napoleão e a chegada dos austríacos. O município tem baseado tradicionalmente a economia na agricultura. A atual rodovia nacional, que praticamente divide a vila em dois, marca os limites entre a zona setentrional (ao norte), dedicada a atividade rural e a zona meridional (ao sul, onde moraram os Bedore), habitada a séculos por artesões e carpinteiros.

No centro está situada a zona industrial, com negócios e serviços. O antigo rítmo de vida tranqüilo da vida rural alterou-se após a II Guerra Mundial, com a chegada do progresso: os edifícios mudam de aspecto e de funçãoe as estradas se modernizam. Os distritos são bem iluminados e interligados. Desaparecem os caminhos estreitos, os pântanos são drenados, e os campos são trabalhados com muitas máquinas. Os tetos das casas não mais são feitos com palha. Tudo émudado, assumindo um ritmo novo: os antigos instrumentos agrículas desaparecem, os poços são agora usados para embelezar os jardins das casas. Da antiga vida rural permanecem apenas as histórias de uns poucos que ainda se recordam: o sabor dos pratos simples e gostosos, agora encontrados nas festas tradicionais.

Através do mapa abaixo, inserido na obra Ponso Pima della Memória e nella Memória, de 1996 de diversos autores, podemos obsevar a existência de uma casa da família Bedore no sul do território de Ospedaletto Euganeo próxima as localidades de Tresto e Palugana, bem próxima a vizinha cidade de Ponso. Nesta obra está reproduzido o mesmo mapa nos anos de 1890, 1911, 1924,

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