1685 – maio – Jerônimo de Camargo faz sua última entrada no sertão que se tem notícia, organizando uma bandeira em parceria com Antônio Bueno, Salvador de Oliveira e outros.
1686 – Primeiro ato religioso registrado na capela de Nazaré Paulista existente nos arquivos da cúria de Bragança. A possível forte presença de religiosos no povoado talvez explique os remotos registros religiosos de Nazaré, que segundo alguns historiadoes passou a ser capela curada desde 1693 sendo o padre Manoel Cardoso de Lima seu 1° vigário.
1687 – Jerônimo de Camargo recebe em Atibaia a visita do Padre Provincial, para celebrar missa, ganhando do padre como mimo ao fundador do Povoado “…4 cambadas de peixe salgado e 3 queijos, no valor de $ 480”. É neste ano que se tem a última notícia de Jerônimo de Camargo em Atibaia; sabe-se que mudou-se para Jundiaí, onde muito provavelmente já tinha formado fazenda, antes mesmo de poavar Atibaia. Faleceu naquela cidade em princípios 1707.
1685 a 1700 – Distribuição das sesmarias (lotes de terras, distribuídos pelos donatários das Capitanias para que as terras fossem ocupadas e exploradas) na região de Atibaia.
1690 – Descoberta de ouro na região da Minas e início do tropeirismo entre São Paulo e Minas Gerais.
1696 – Juqueri, hoje município de Mairiporã foi elevada a capela curada e ou Freguesia de São Paulo e se tornará Município somente aos 27.MAR.1889. A próximade entre Atibaia e Mairiporã, faz com as duas cidades sempre se interajam.
1698 – Início da primeira grande reforma e ampliação da capela construída por Jerônimo de Camargo e partide de Atibaia a bandeira chefiado por João Lopes de Lima a fim de tomar posse do Ribeirão do Carmo (Mariana/MG).
16 de julho – João Lopes de Lima, morador de Atibaia, e seu irmão padre Manoel Lopes, o “Buá”, fundadores de Nazaré, redescobrem o Ribeirão do Carmo, hoje cidade de Mariana. Eram filhos de Barbara Cardoso de Almeida, considerada fundadora de Bom Jesus da Cana Verde ou Ajurutiba, hoje Bom Jesus dos Perdões.
Século XVIII
1701 – Segundo alguns historiados, especialmente, Waldomiro Franco da Silveira, os quais julgamos estarem certos, Atibaia é elevada à Freguesia graças aos esforços de Antônio do Prado da Cunha e de Francisco de Camargo Pimentel. Sendo primeiro vigário, Pe. Manoel Alves Vilela. Os primeiros registros religiosos de Atibaia, anterioes ao término das obras da primeira grande reforma da capela não constam dos arquivos da cúria de Bragança por razões que desconhecemos.
1705 – 22 de maio – Realizada 1ª missa na capela de Bom Jesus do Perdão, sendo seu 1° vigário seu f° Manoel Cardoso de Lima que fora vigário de Nazaré entre 1693 a 1695. Contudo, o 1° registro de um ato religioso da capela de Bom Jesus data de 27.JUL.1716.
1707 – 10 de julho – Antônio do Prado da Cunha e seu filho João do Prado de Camargo requereram por petição a confirmação da posse de terras na paragem chamada de Caguaçu, hoje bairro da Ponte Alta em Atibaia que pertenceu ao sogro e avô de ambos, Jerônimo de Camargo que as tinha há mais de 40 anos, portanto, antes de 1667.
1713 – Nomeação do 1° juiz vintenário para freguesia de São João de Atibaia, Jacinto da Costa. O juiz de vintera era a autoridade que resolvia as pequenas lides entre os moradores do povoado e o cap. João Teles Fogaça para Nazaré.
1719 – Término das obras da primeira grande reforma da capela, que deu origem à igreja matriz de São João Batista. Algumas anotações trazem o ano de 1744 como início das obras de construção da igreja matriz e seu termino em 1756, portanto, segundo essas anotações, a reforma de 1698 a 1719 ainda não tratava-se da igreja matriz e sim da segunda capela construída pelo fundador da cidade no final da década de 1670.
14 de dezembro – Primeiro registro de um ato religioso em Atibaia arquivado na cúria de Bragança é um batismo: “aos 14 de dezembro de 1.719 batizei e pus os Santos Olhos ao inocente Francisco, filho de Sebastião Pedroso e de Ana Rosa Forão, foram padrinhos Amaro da Silva Alvarenga e Maria Pinto Guedes. – Padre Rabello Barros, coadjutor.”
1724 – 03 dejaneiro – Em resposta a câmara de São Paulo, o vigário de Atibaia informa ter registrado 220 homens na freguesia.
24 de junho – É sepultado na capela-mor da igreja da matriz o capitão Francisco de Camargo Pimentel, filho de Marcelino de Camargo, o Patriarca de Atibaia que juntamente com Antônio do Prado Cunha, comandou os destinos do povoado de Atibaia entre as décadas de 1680 a 1730.
1728 – Instituição do 1° estabelecimento comercial da freguesia de Atibaia, era o empório Aguirre, de José Aguirre do Amaral.
1730 – 1740 – Início de um arraial que mais tarde viria ser a cidade de Joanópolis. Em 21.AGO.1896 é elevada a Vila.
1730 – Lucas de Siqueira Franco torna-se o primeiro atibaiano nato a ocupar um alto cargo na administração da Vila de São Paulo ao ser nomeado almotacé, voltando a exercer o mesmo cargo em 1735 e 1743.
1731 – Segundo Waldomiro Franco da Silveira, que julgamos estar certo, Nazaré é elevada a freguesia.
1733 – É criado em Atibaia um terço de auxiliares ou Companhia de Ordenanças (corpo militar), sendo nomeados para eles: Lucas de Siqueira Franco, capitão, José Freire de Moraes, tenente e Bento da Silva Chaves, alferes. Portanto, estreia na vida pública de Atibaia como capitão, com apenas 23 anos de idade o futuro 1º capitão-mor Lucas de Siqueira Franco.
1737 – O bandeirante Bartolomeu Bueno de Siqueira passa por Atibaia.
1740 – João do Prado Camargo, neto do fundador de Atibaia é nomeado almotacé da câmara paulistana; foi também vereador em 1744 e juiz ordinário em 1750. Em Atibaia foi juiz ordinário em 1771 e 1772.
1742 – Dois atibaianos integram a câmara paulistana pelo partido dos Camargo: Lucas de S. Franco e Bartolomeu Corrêa Bueno.
1746 – agosto – O atibaiano Antônio Bueno de Azevedo descobre ouro em Ribeirão Palmital, onde fundou aos 13.DEZ.1746 a então aldeia de Santa Luzia, hoje município de Luziânia/GO. Faleceu naquela aldeia aos 12.MAIO.1771.
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