– A câmara de Atibaia solicita ao Governador Geral a nomeação de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de capitão-mor. Por instâncias de Frutuoso Furquim junto ao governador da capitania a nomeação foi para o posto de sargento-mor. O golpe foi grande pois todas as freguesias ao serem elevadas à categoria de vila recebiam, imediatamente, um capitão-mor. A patente inferior, porém, não chegou a abalar o prestígio político de Lucas de Siqueira Franco, para desespero de Frutuoso Furquim de Campos
1772 – Por ordem do Governador Geral, os irmãos José Félix Cintra e o capitão Francisco Lourenço Cintra organizam em Atibaia uma bandeira de 100 homens com destino aos sertões do Iguatemi, no Mato Grosso. Na volta, os bandeirantes estabeleceram-se definitivamente na cidade, em 1776, dando origem a uma grande descendência que, entrelaçada aos descendentes de Lucas de Siqueira Franco, monopolizou por mais de um século o governo em Atibaia. Da união destas duas famílias – Cintra e Siqueira Franco – origina-se grande parte dos atibaianos de raiz, da qual descende vários Deputados Provinciais: Jacinto José Ferraz de Araújo (Cintra), Joaquim Floriano de Araújo Cintra, Florêncio de Araújo Cintra (suplente), todos filhos do Alferes Jacinto José de Araújo, netos paternos do Capitão Francisco Lourenço Cintra e netos maternos do 2º capitão-mor Francisco da Silveira Franco, pai do último capitão-mor Lucas de Siqueira Franco. Outros Deputados Provinciais da família são: Antônio Francisco de Araújo Cintra, Evaristo de Araújo Cintra e Manoel Jacinto de Araújo Ferraz, todos naturais de Atibaia e descendentes da união das duas famílias.
31 de janeiro – Lucas de Siqueira Franco é nomeado sargento-mor.
1773 – Bartolomeu Bueno de Siqueira e seu irmão Pedro de Mores Siqueira, organizaram em Atibaia uma bandeira para os sertões dos Cataguases, onde tiveram que lutar com os bravos índios que lá viviam, vindo a falecer Pedro.
1775 – 03 de janeiro – O Morgado Matheus envia ordem ao sargento-mor de Atibaia para que os lavradores de trigo fossem para São Paulo, no prazo de 08 dias, vender os seus trigos na capital, pela falta do produto na vila e notícia de que atravessadores estavam adquirindo trigo em Atibaia para venderem em Minas Gerais.
08 de maio – Nomeação de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de primeiro capitão-mor de Atibaia, sendo o representante direto do governador geral na cidade, passando a ser a maior autoridade civil e militar da vila, cargo que ocupou até a morte.
04 de dezembro – Início da vida pública de Francisco da Silveira Franco como capitão das ordenanças; posteriormente o 2º capitão-mor de Atibaia.
1776 – Pelo censo desse ano Atibaia tinha 8.713 habitantes, tendo o distrito sede 546 fogos (casas) com 3.032 ‘almas’, compreendendo nesse número 606 escravos. Nesse ano também era criado a companhia de ordenanças do bairro da Cachoeira, sendo nomeado seu primeiro capitão, Domingos José Duarte Passos e Alferes Manoel Manso Machado. Para as Ordenanças da Vila são nomeados: capitão: Antônio Gonçalves da Cunha; alferes: Lucas da Silveira Franco e Francisco Xavier de Oliveira César.
1783 – Morre o capitão-mor de Atibaia, sendo nomeado para substituí-lo seu filho Francisco da Silveira Franco que assume como segundo capitão-mor em 25.JUL.1783.
1786 – Lourenço Franco da Rocha, considerado fundador de Jarinu é nomeado capitão do então bairro de Campo Largo.
1789 – Ângelo Batista, residente em Atibaia, foi o descobridor e primeiro fundador da região das minas de Ouro Fino (MG).
1795 – Início da construção dos altares da igreja matriz, por José Francisco de Oliveira.
1796 – Pelo censo desse ano Atibaia tinha 150 fogos (residências de famílias, lares, casas) no distrito sede (centro), 51 no bairro do Itapetinga; 36 no bairro do Rio Abaixo; 61 no bairro da Cachoeira; 98 no bairro do Rio Abaixo; 15 no bairro do Mato Dentro; 53 no bairro de Caetetuba; 71 no bairro de Caiossara; 85 no bairro de Campo Largo (hoje Jarinu), a freguesia de Jaguari (hoje Bragança Paulista) tinha 177 fogos (casa) e os bairros daquela freguesia: 104 no bairro da Campanhar; 158 bairro do Coxo; 35 bairro das Araras; 263 bairro do Couto; 149 bairro do Lopo e 182 no bairro do Rio Abaixo. Já a Freguesia de Nazaré tinha 386 fogos com 1.206 ‘almas’, os bairros de Rio do peixe e do Vicente Nunues tinham 134 fogos com 689 ‘almas’.O bairro da Cachoeira (Piracaia) tinha 169 fogos com 1162 almas. Lourenço Franco da Rocha era capitão de Campo Largo (Jarinu), Pedro de Almeida Machado de Nazaré, José de Oliveira Preto de Jaguari (Bragança) e José Duarte Passos de Cachoeira (Piracaia).
1797 – Término da construção dos altares da igreja matriz de São João Batista e a freguesia de São Carlos é elevada à vila. Muitos atibaianos participaram da formação daquela vila, hoje cidade de Campinas.
01 de junho – Atibaia recebe a visita do governador da Província, Bernardo José de Lorena.
17 de outubro – Atibaia sofre a primeira modificação em seu território com a criação daVila de Nova Bragança, que era a antiga freguesia atibaiana de Conceição do Jaguari, apesar dos protestos da câmara atibaiana que não concordava com o desmembramento daquela freguesia. Portanto, a cidade de Bragança fez parte da Vila de Atibaia entre 1770 até 1797. Do território originário de Bragança nasceram as cidades de Amparo (1857), Socorro (1871), Pedra Bela (1964), Pinhalzinho (1964) Vargem (1991) e Tuitui (1991) e do território originário de Amaparo nasceram os municípios de Pedreira (1896) e Monte Alegre do Sul (1949). Bragança Paulista e todos os municípos que nasceram de seu território pertenceram fizeram parte de Atibaia entre 1769 a 1797.
1800 – 22 de março – É sepultado no altar-mor da igreja da matriz de Atibaia, Frutuoso Furquim de Campos, um dos maiores fazendeiros e o maior líder oposicionista em Atibaia, foi o responsável para elevação de Atibaia à condição de vila em 1770, era sem dúvida uma das figuras de maior destaque na vida político e social de Atibaia.
Século XIX
1801 – Morre o 2° capitão-mor Francisco Silveira Franco, assumindo como 3° capitão-mor seu irmão José de Siqueira Franco.
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