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João Pires Pimentel, o moço, nasceu entre 1760 a 1765 em Conceição de Jaguari, na época território da freguesia de Atibaia e atualmente município de Bragança Paulista; segundo sua certtidão de casamento e em Atibaia, segundo Waldomiro Franco da Silveira. No inventário de seu pai aberto em 1771, João, o moço, tinha 8 anos, portanto, nascido em 1763.

Era filho de outro de igual nome, João Pires Pimentel[1]e de Ana deGodoi Moreira, neto paterno de Manoel Vaz Barbosa[2] e de Izabel da Costa Pimentel[3], neto materno de Baltazar de Godoi Moreira e de Rosa Rocha[4]. Examinamos o inventário de João Pires Pimentel, o velho, inventariado por sua viúva Ana de Godoi Moreira, falecido entre março a maio de 1791 ou 1792 nas Minas de Goiais para onde foi com tropa de animais, deixando terras em Jaguari[5]

João Pires Pimentel casou-se em Atibaia aos 01.JUL.1783 com Maria Antonia Franco[6], natural de Atibaia e aí falecida em 1855, filha de Joaquim Bueno de Azevedo, natural de Juqueri [Mairiporã] e de Mecia Ferreira de Camargo, natural de Atibaia (SL 1/401); neta paterna de Manoel Bueno de Azevedo[7] e de Francisca Pires de Siqueira[8], naturais de Guarulhos e neta materna de Jerônimo de Camargo Pimentel, natural de São Paulo, falecido aos 30.JUL.1787 em Atibaia, sendo sepultado dentro da matriz de Atibaia (ver introdução ao título I) e de Maria Franco do Prado, natural de Atibaia e moradores de Campo Largo [Jarinu] (SL 1/400) [meus decavós].

João Pires Pimentel foi fazendeiro à margem direita do rio Atibaia, precisamente onde foi a sesmaria de Jerônimo de Camargo, o fundador da cidade. A primitiva sesmaria[9] de Jerônimo de Camargo que depois pertenceu a João Pires Pimentel deveria começar na desembocadura do córrego do Lageado, que desaguá no Atibaia, nas cercanisa da antiga estação de Caetetuba; até o bairro dos Pires, gleba essa demarcada por Jerônimo em 1667, aproximadamente.

João Pires Pimentel também era tropeiro e fazia viagem com tropa para as Minas Gerais. Faleceu aos 15.JUL.1799 em Atibaia, com 36 anos, aproximadamente e foi sepultadono túmulo da Irmandade do Santíssimo Sacramento, dentro da Matriz de Atibaia. Maria Antonia Franco, enviuvando de João Pires, casou-se em 1801 com Francisco Barbosa Pires, filho de João Barbosa Pires e de Mecia de Siqueira.Do casal João Pires Pimentel e Maria Antonia descendem os oito filhos que se seguem[10]:

 

Capítulo 1° Francisco Pires de Camargo

Capítulo 2° Ana Francisca Franco

Capítulo 3° Joaquim Pires de Camargo

Capítulo 4° Gertrudes Maria de Camargo

Capítulo 5° José Pires de Camargo

Capítulo 6° João Pires de Camargo

 


[1] João Pires Pimentel, segundo seu inventário aberto em 1771, visto por mim no Arquivo do Estado de São Paulo, deixou entre outros bens: 8 escravos, um sítio (fazenda) próximo a Conceição de Jaguari onde era freguês e deixou 6 filhos: 1) Maria 13 anos que mais tarde se casou com Felipe Pires de Avila; 2) Vicente, 10 anos; 3) João com 8 anos; 4) Gertrudes com 6 anos; 5) Francisco com 4 anos e 6) Pedro com 2 anos. Ana de Godoi Moreira, viúva de João Pires Pimentel casou-se segunda vez com Pedro José da Rosa e já havia morrido em 1783.

[2] Manoel Vaz Barbosa, falecido em 1735 em Atibaia, onde foi o 1º juiz-vintenário, era filho de Felipe Martins Ordonho e de Maria Ribeira Barbosa Calheiros; por esta, neto do célebre sertanista e valoroso cabo de guerra Domingos Barbosa Calheiros, que em 1658 comandou uma tropa de paulista que foi combater o gentio dos sertões da Bahia, precisamente quando mais intensa era a luta entre Pires e Camargos; Calheiros era partidário destes últimos.

[3] Izabel da Costa Pimentel era fª de Francisco Martins de Barcelos, falecido em 1670, e de Sebastiana Pires Pimentel; neta materna de Paulo da Costa Pimentel e de Maria de Nunes Siqueira;esta, filha de Francisco Nunes de Siqueira, cognominado o Redentor da Pátria.

[4] Ver notas do título Alves do Amaral.

[5]Segundo Waldomiro Franco da Silveira in História de Atibaia, página 99, em 1766 João Pires Pimentel, o velho, “ .apesar de ser o dono por escritura de compra, pede confirmação da sesmaria de uma légua de testada por meia de sertão até o rio Jaguarí; estas terras faziam parte do bloco pertencente a João do Prado de Camargo [genro de Jerônimo de Camargo, o fundador de Atibia] que vendeu a Manoel Ribeiro de Siqueira; este, muito depois, vendeu a Pimentel. As citadas terras foram compradas de Manoel Ribeiro no ano de 1773 por 131$000, Ribeiro havia comprado de João do Prado de Camargo em 1743 por 25$000. Ainda, segundo Waldomiro, na citada obra, João Pires Pimentel em 1766 possuia “…seis escravos, 12 cavalos, e seis vacas; a casa de morada em taipa coberta de sapé e era este João Pires Pimentel, o velho, é pode ser considerado um dos troncos das famílias Pires, Camargo, Franco, Pimentel e Silveira de Atibaia, Itatiba, Limeria, Campinas, Amparo e Pirassununga.

[6] Maria Antonia Franco é descendente dos Camargos: 1º família Atibaiana. Era neta materna de Maria Franco do Prado e de Jerônimo de Camargo Pimentel, por este bisneta do capitão Francisco de Camargo Pimentel este filho do capitão Marcelino de Camargo, o patricarca de Atibaia e irmão de Jerônimo de Camargo, considerado o fundador de Atibaia.

[7] Manoel Bueno de Azevedo era f° do cap. Bartolomeu Bueno de Azevedo e 1ª mulher Maria de Lima do Prado; n.p. de Francisco Bueno de Camargo e de Mariana de Freitas Azevedo; n.m. de Manoel de Lima do Prado e de Ana Peres Vidal de Siqueira (SL 1/392).

[8] Francisca Pires de Siqueira, falecida em 1758, era natural de Juqueri, filha de Manoel de Lemos e de Tereza Pires.

[9]  Waldomiro Franco da Silveira na citada obra página 104.

[10] Embora este título reuna os dois sobrenomes que protagonizaram a célebre disputa política em São Paulo e em Atibaia entre os anos de 1640 a 1770, os Pires deste título, até onde descobrimos, nada tem haver com os Pires, descendentes de Salvador Pires, cujos descendentes foram líderes do partido dos Pires, já os Camargos são os mesmos Camargos do fundador de Atibaia, os quais disputaram a hegemonia política de São Paulo e Atibaia nos séculos XVII e XVIII.

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