
Natural de Atibaia, nascido a 1º de setembro de 1903, filho de Henrique Conti e Benvinda Peçanha Conti. Casou-se com Maria Mercedes Salafia, não tiveram filhos.
Ilustre atibaiano, foi um dos mais destacados intelectuais de nossa terra. Foi político do PRP (Partido Republicano Progressista), exerceu o cargo de prefeito de Atibaia de 16 de julho de 1936 a 05 de abril de 1945 e de 18 de maio de 1945 a 12 de dezembro de 1945, tendo se destacado como memorialista e folclorista. Suas obras começaram a ser editadas em 2001 pela Secretaria de Cultura da Prefeitura da Estância de Atibaia. Entre elas a História de Atibaia v.I ev.II. Foi premiado por pesquisa inédita sobre o folclore local, recebendo a medalha Silvio Romero, no Rio de Janeiro, quando participou do I Congresso Brasileiro de Folclore, em 1951. Foi membro da Sociedade Paulista de Escritores e apreciado colaborador dos jornais locais.
Atibaia deve-lhe a instalação do Museu Municipal, obra notável de grande valor cultural, como prefeito, iniciou o calçamento da cidade e regularizou as finanças municipais. Deve-se também à sua operosa administração, a instalação do matadouro municipal, inúmeras obras públicas e a construção do Clube de Campo, hoje Parque Edmundo Zanoni, considerado um dos pontos mais aprazíveis da cidade.
O atibaiano João Batista Conti, intelectual brilhante, iniciou a preservação de memória atibaiense colecionando peças e documentos importantes que permitiram a fundação do Museu Municipal de Atibaia, que leva o seu nome.


Foi educado pelo polêmico padre Chico a quem dedicou longo capítulo em um dos seus livros.
Fluente em idiomas como o francês, espanhol, italiano e latim, autodidata em diversas áreas, dentre elas o direito, profissão que exerceu na comarca de Atibaia, inscrito sob o número 1099 da OAB.
A pesquisa do folclore atibaiense lhe valeu a medalha Silvio Romero, concedida pelo Governo do Distrito Federal, durante o !o. Congresso Brasileiro de Folclore, realizado no Rio de Janeiro, em 1951. Nessa área forneceu subsídios para diversos folcloristas e escritores, dentre eles Mário de Andrade e Rossini Tavares de Lima.
Foi um intelectual eclético. Membro da Sociedade Paulista de escritores, colaborou com diversos jornais: O Atibaiense, A Tribuna do Povo, A Gazeta e O Tentativa, Folha da Manhã e Diário Popular. Seus artigos sobre a história e o folclore de Atibaia, além de crônicas e contos, foram reunidos em livros, alguns ainda inéditos.
Levava uma vida caseira, passava horas na sua imensa biblioteca, lendo, pesquisando e escrevendo. Recebia amigos para longas conversas e mantinha farta correspondência com intelectuais de várias áreas, tanto no Brasil quanto no exterior.
Era um tanto tímido, outro tanto brincalhão e, apesar do seu comportamento discreto, não conseguia esconder o brilho de sua inteligência revelada até nas conversas mais corriqueiras.
Faleceu em 29 de janeiro de 1967. Lei Municipal nº 0974/67, dispõe sobre denominação de Rua João Batista Conti, à Rua Camélia, localizada no Alvinópolis.


Fonte (livros): Dicionário Biográfico de Ruas de Atibaia e História de Atibaia (Volume I).
Foto tratada por inteligência artificial