patrocinadores

Pedro Alvim

(*1889 +1972)

 

Clique aqui para ouvir o podcast

Natural de Atibaia, nasceu em 29 de julho de 1889, filho do Tenente Coronel José Francisco de Campos Bueno, conhecido como “Zé Bim”, e de Maria Tereza da Silveira Bueno. Casou-se com Marieta Barreto e tiveram um filho: José Pedro.

Exercia o cargo de tesoureiro da prefeitura quando foi nomeado, provisoriamente, pelo então Interventor Federal do Estado, para exercer o cargo de Prefeito de 05 de abril de 1945 a 16 de maio de 1945, em comissão.

Prestou também sua colaboração a associações beneficentes e esportivas da cidade.

Faleceu em 29 de setembro de 1972.

A Rua Mantiqueira, na Vila Junqueira, passou a chamar-se Rua Pedro Alvim, por força do Decreto nº 974, de 06 de setembro de 1974.

Matéria publicada no jornal “O Atibaiense” em outubro de 1972:

“Ainda há pouco tempo, esta cidade, profundamente emocionada, chorava a morte de um dos seus filhos mais queridos: Pedro Alvim, que o chamavam carinhosamente de Kaka.

Descendente de tradicional família atibaiana, seus pais foram o coronel José Francisco de Campos Bueno e dona Maria Teresa de Campos Bueno. O Coronel José Bim, era assim conhecido, exerceu durante longos anos as funções de tabelião local, destacando-se como homem público de alta envergadura e descortino.

Pedro Alvim foi tesoureiro de Atibaia durante longos anos, com inestimáveis serviços prestados ao município até a sua aposentadoria. Em épocas difíceis, de política agitada, benquisto e sensato, experiente e sereno, ele representava um poder moderador à frente do Executivo Municipal, em eventuais substituições, não lhe faltando para tanto, inteligência e autoridade moral.

Também na Santa Casa, a que deu a maior e melhor parte de sua vida, como operoso secretário, ele foi um benemérito na solução dos problemas pertinentes àquele antigo e conceituado nosocômio, trabalhando com afinco e desprendimento em favor dos pobres e desvalidos.

Foi também um exemplar chefe de família. Dotado de extrema sensibilidade, rico de virtudes cívicas e morais, amigo nas horas mais difíceis, prestativo, humano.

São estes alguns traços mareantes de sua exuberante personalidade, que a História, mestra da vida, como escreveu Cícero, há de guardar com unção e carinho. Piedoso, de arraigadas convicções, integrava com muita dignidade a Irmandade do Santíssimo Sacramento, junto à nossa estremecida Igreja Matriz, sob a invocação de São João Batista.

A sua divisa foi servir, servir sempre, como uma vocação, um destino, a inspiração de toda a sua preciosa existência.
E para fecho, como minúscula biografia, convém lembrar aqui a frase de Eduardo Prado ao seu personagem, que se ajusta também ao nosso pranteado morto: era uma inteligência, um caráter e um coração.

Paz à sua alma.”

Fonte: Dicionário Biográfico de Ruas de Atibaia

Foto tratada por inteligência artificial