estão com uma devasagem de uma ou no máximo duas gerações,em média. Com relação a estas deficiências, espreramos corrigi-las, quem sabe em outra oportunidade (talvez numa segunda, terceira, etc, edições), ou quem sabe também, sejam corrigidas por outros que venham se interessar pela genealogia, talvez até influenciados e incentivados por este humilde trabalho que com relação aos citados títulos neste parágrafo apenas se quis compila-los, reeditando-os com algumas correções, acréscimos e atualizações, sem maior pretensão.
Portanto, os títulos Siqueira Franco, Pires de Camargo, Alves do Amaral e Bueno já foram retratados, embora de modo um pouco diverso (alguns por outros troncos) pelo genalogista Waldomiro Franco da Silveira em Notas Genealógicas publicadas em 1955.
Os títulos títulos Leite e parte dos títulos Pereira e Freitas também já foram retratados pelo genealogsita José Luiz Teixeira, em Família Atibaiana de 1997. Já o título Soares é resultado de pesquisa minha e de José Luiz Teixeira e por mim disposto pela primeira vez, nesta obra.
O oitavo título (Oliveira Cesar), retrata outra família de origem portuguesa e antiga em solo atibaiano, uma vez que lá já se encontrava radicada em Atibaia em meados do século XVIII, e além de consideramos importante, do ponto de vista social e político, tem um outro aspecto interessatíssimo do ponto de vista genealógico, no que se refere a formação da gente atibaiana, pois traz, através dos diversos casamentos ocorridos entre alguns membros desta família com negros e negras, um elemento importante da miscigenação brasileira, que é a mistura de brancos e negros, dando origem ao mulato cabloco tão encontrado nas ruas brasileiras da atualidade e uma de suas principais bases étnicas.
Os casamentos entre alguns membros da família Oliveira Cesar com negros e negras traz para este trabalho o indivíduo anida não retratado, tão importante e verificado na formação de nossa gente: o mulato. Claro que essa gente,que era gerada quase sempre do encontro entre o homem branco, morador da casa grande com a mulher negra presa na senzala ou a serviço de seus senhores na casa grande ou ainda libertos, não tinha a mesma importância sócio-política dos mais ‘claros,’ considerados membros de famílias ditas como tradicionais, mas do ponto de vista étnico sua contribuição na formação do povo atibaiano e, portanto, brasileiro é importantíssima e raramente uma família brasileira dita tradicional, mesmo exibindo a cor predominantemente clara de seus descendentes não tenha os genes africanos fruto dessa miscigenação muito praticada no Brasil e que deu origem a gente morena que somos. O Brasil foi sem dúvida o principal palco da interessante mistura do europeu (português, espanhol, italiano, frances, alemão, e outros) com o negro africano e nossa gente é fruto dessa miscigenação jamais vista antes.
O nono título (D’Elboux) a partir do tronco: tenente-coronel e sargento-mor de São Paulo, Francisco Compton D’Elboux, retrata uma família originada da imigração de um inglês com origem francesa (ascendência paterna) e inglesa (ascendência materna) que se estabeleceu em São Paulo e Santana do Parnaíba e cujos descendentes espalharam-se por várias cidades paulistas. Um dos filhos do tronco, Carlos Augusto D’Elboux, meu pentavô se estabeleceu na antiga freguesia de Juqueri, hoje município de Mairiporã. Foi o único título que alteramos seu tronco após a publicação da obra em agosto de 2012. Só consegui confirmar a ascendência de Carlos Augusto em novembro de 2012, razão pela qual alteramos o tronco e o nome do título após a confirmação documental que Carlos Augusto era de fato filho do inglês Francisco Compton D’Elboux.
O Décimo título (Freitas) retrata uma família tipicamente brasileira e diríamos tradicional, que se fixaram inicialmente na então freguesia de Conceição de Guarulhos, hoje município de Guarulhos, depois fixaram-se na então freguesia de Juqueri hoje município de Mairiporã e depois em Atibaia há cerca de 140 anos quando os dois irmãos Freitas (Raimundo José e Antônio Joaquim) deixaram Juqueri fixando-se em Atibaia, entre as décadas de 1860/70).
Embora o décimo primeiro título (Terranova) e o décimo segundo titulo (De Carlo) terem como troncos um italiano (Terranova) e um imigrante italiano (De Carlo) também retratam famílias de Atibaia, uma vez que um descendente dos citados troncos: Antônio De Carlo, meu bisavô, unido por casamento com gente da “terra” (Maria do Carmo Leite, minha bisavó) representa então a união de raças e culturas que tanto se viu pelo Brasil desde do início de sua colonização e neste caso com a chegada em massa de imigrantes europeus; mistura essa, muitas vezes reprimida pelas famílias brasileiras que não viam com bons olhos a presença e tampouco a miscigenação de suas famílias com aquelas que chegaram para substituir a mão de obra escrava e que acabou sendo mais um, talvez o último, elemento na formação étnica do povo brasileiro. Os Terranova e os De Carlo estão em Atibaia há 119 anos já que o tronco imigrou em 1895 da Itália direto para Atibaia e são títulos, na sua totalidade, inéditos.
Os títulos Oliveira Cesar e D’Elboux são totalmente inéditos e foram incluídos neste trabalho, pouco antes da sua primeira grande conclusão parcial, fruto das últimas pesquisas que realizei na Cúria de Bragança nos meses de maio e junho de 2006, abril e maio de 2009(Oliveria Cesar) e, por fim, a partir de novembro de 2012 até março de 2014 (D’Elboux).
Voltando a tratar dos primeiros títulos, os títulos I a VIII e o título X, têm suas ascendências abordadas no exelente trabalho do grande genalogista Luiz Gonçaga da Silva Leme, in Genealogia Paulistada do ínicio do século XX o qual é várias vezes citado nessa obra, simplesmente como SL. Hoje esta grande obra de genealogia disposta em nove volumes está disponível gratuitamente numa página da rede mundial de computadores, a internet, o que facilita as pesquisas.
Através do magnífico trabalho de Silva Leme pude descobrir, através de alguns ramos, avós em 47º grau o que corresponderia a mais de 1300 anos na minha ascendência, remontando até o ano de 689. Silva Leme em sua obra em nove volumes desenvolve descendência de 56 títulos (troncos) familiares com origem portuguesa, na sua grande maioria, ou Espanhola ou Francesa, que chegando em São Paulo a partir da expedição de Martim Afonso de Souza em 1532 deram início ao povoamento, colonização e origem das primeiras e principais famílias paulistas dos primeiros séculos de sua história (secúlos XVI a XVIII). Destes 56 troncos tratados por Silva Leme eu estou inserido em pelo menos 38 (trinta e oito) troncos através da
16