patrocinadores
navigation

ascendência dos meus bisavós maternos Ermitão de Paula Freitas, Maria do Carmo Leite De Carlo e Maria Joana Pires de Oliveira.

Pela ascendência destes bisavós pude constatar com muito orgulho descender de ilustres construtores e formadores do Estado de São Paulo e especialmente da minha terra natal, Atibaia.

Minha linhagem é bem o retrato da formação étnica da esmagadora maioria do povo brasileiro que descende dos dos índios (1ª matriz de formação étnica) que aqui viviam antes da colonização portuguesa e eram cerca de dois milhões quando os portugueses chegaram;dos portugueses (2ª matriz), dos negros (3ª matriz), trazidos na condição de escravos do Continente Africano e eram cerca de cinco milhões, e mais recentemente dos imigrantes asiáticos e europeus, especialmente os Italianos que imigraram em grande escala a partir de 1870 a fim de substituírem a mão de obra escrava, que no Brasil tardiamente foi liberta em 1888; estimasse que cerca de um milhão e meio a dois milhões de italianos vieram para o Brasil, em especial para os Estados do sul e sudeste, especialmente para o Estado de São Paulo.

Eu ousaria dizer que minha ascendência retrata perfeitamente a formação étnica do povo brasileiro que é resultado de uma grande mistigenação étnica, decorrente do cruzamento de portugueses e índios (mamlelucos), portugueses e negros (mulatos), negros e índios(cafusos) e do cruzamento dessa gente toda entre si e mais tarde com os imigrantes europeus de várias origens, em especial, da Itália. Somos um povo essencialmente moreno, uma nação de mulatos, não mais mulata, pelo menos no sul e sudeste, por conta dos imigrantes europeus que chegaram ao Brasil a partir da abertura dos portos em 1808 e se intencificou a partir de 1870. A experiência brasileira de miscigenação de raças é única no mundo e sem dúvida reproduz uma nova raça, uma ova gente: os mais de 180 milhões de brasileiros, que já não são mais ínidos, portugueses, espanhóis, negros, italianos, japoneses, mas apenas: brasileiros.

Os menos atentos e mais preconceituosos esquecem que as mais antigas etnias européias foram formadas da miscigenação de raças, como Portugal, por exemplo. Por razões de pura ignorânciae preconceito não vêem como bons olhos o que se deu com a formação do povo brasileiro que é fruto da união consentida ou não do colonizador de maioria portuguesa, mas também em menor escala de origem espanhola com o índio colonizado, oriundo de centenas de tribos que viviam livres em território brasileiro; da união da mão que mandava chicotear ou que chicoteava o negro escravo no tronco com os corpos feridos pelos mais absurdos maus tratos aos negros trazidos como escravos para o Brasil; da união destas três matrizes principais (índios, portugueses e negros) com os europeus de várias origens, especialmente a italiana, e os asiáticos, especialmente os japoneses, esses cuja imigração completou um século em 2008. Em linhas gerais, nós brasileiros, ao menos na grande maioria, descendemos da casa grande e da senzala, dos bandeirantes e dos habitantes das ocas, das vilas e do campo, enfim, somos fruto da mais recente e interessante formação de um povo. Uma gente nova, os latinos dos trópicos.

Pela ascendência dos meus bisavós maternos Ermitão de Paula Freitas, Maria do Carmo Leite De Carlo e Maria Joana Pires de Oliveira concluo ser um legítimo representante da Paulistânia caipira que seria um dos tipos do homem rural brasileiro e geograficamente é situada nos Estados de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, parte do Paraná, sendo os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo como afins, portanto, sou um legítimo caipira com muito orgulho.

Através destes três bisavós e através da obra de Silva Leme deparei-me gratamente com o fato de descender entre outros menos ilustres de: I) membros da Casa dos Belmontes, da qual pertenceu Pedro Álvares Cabral, “descobridor do Brasil”; II) de Marcelino de Camargo, o Patriarca de Atibaia e irmão de Jerônimo de Camargo, considerado fundador da cidade e mais dois irmãos seus; III) João Pires, o Pai dos Jesuítas; IV) Amador Bueno da Ribeiro, aclamado rei de São Paulo em 1641; V) Bartolomeu Bueno da Silva – o Anhangüera; VI) uma irmã do Cap. Fernão Dias Paes, o descobridor e Governador das esmeraldas; VII) Martim Afonso Tibiriça, o régulo de Piratininga; VIII) João Ramalho e mais remotamente de: IX) D.Afonso VI de Leão, X) D. Afonso Henriques, o 1º Rei de Portugal, XI e XII) D. Fruela I e II, reis de Leão; XIII) Guido, Duque de Espoleto,Conde de Toscana, Rei e Imperador da Itália; XIV) Pepino, Rei da Itália e finalmente XV) CARLOS MAGNO, rei dos Francos, Lombardia e Imperador do Ocidente no século IX, e tantos outros, retratados no meu costado, na terceira e última parte deste trabalho.

Continuando, os últimos títulos (XIII ao XXI): FACCIOLI, BASSI, ASSIRATI, BACCHIEGA, VISENTIN, FEDRE, BASSO, RIZZATO e BEDORE são inéditos.Os troncos dos títulos Bassi e Assirati, são imigrantes italianos que vieram “fazer a América” e cujos descendentes moraram e moram em diversas cidades essencialmente do Estado de São Paulo e em menor número no Estado do Paraná (família Bassi). Já os demais troncos(Bacchiega, Visentin, Fedre, Basso, Rizzato e Bedore) não vieram para o Brasil. Nestes títulos, através de laboriosa pesquisa desvendou-se a origem (naturalidade) dos italianos e registrou-se grande parte de seus descendentes, informações na grande maioria desconhecidas por quase todos os descendentes aqui retratados e obtidas em pesquisas realizadas na Italia.

Ao se considerar que a grande maioria dos “oriundi” sequer conhece a origem de seus bravos antepassados que imigraram para o Brasil, muitos até sequer sabem se sua origem vem do norte ou do sul da Itália, é um grande avanço ter se conseguido a origem de todos estes imigrantes italianos aqui retratados, uma vez que chegaram no Brasil saídos de uma Itália em guerra ou faminta, somado a inúmeros fatores e circunstâncias que no decorrer do tempo fizeram com que a grande maioria dos descendentes desconheçahoje a origem de seus antepassados.

Em todos os títulos há pequenas notas biográficas de alguns personagens e a disposição genealógica dos descendentes dos troncos, está em método disposto por mim, bem próximo aos utilizados pelos genealogistas da atualidade.

17

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *