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– Uma nova tragédia envolve as famílias rivais: Pires e Camargo. Alberto Pires mata sua esposa, Leonor de Camargo Cabral, e mais um homem. Corre pela vila um boato de que ele havia vingado a morte de Pedro Taques, assassinando sua esposa, uma Camargo que defendia o modo de pensar e agir dos seus.

1653 – maio – O Dr. João Velho de Azevedo, ouvidor geral da repartição sul, chega a São Paulo com intenção de regularizar a situação política da vila, que se encontrava em estado de precariedade. Ao saber da chegada do ouvidor, Jerônimo de Camargo ausenta-se para lugar ignorado, levando consigo as chaves do Paço. O Ouvidor arromba as portas e convoca novas eleições. Desta vez vencem os Pires que trazem de volta os Jesuítas, provavelmente mais como ato de provocação política aos Camargos que por fé religiosa. Acredita-se que Jerônimo de Camargo tenha fugido para os sertões Atibaianos, iniciando a partir daquele ano inúmeras viagens àquela região, até formar ali sua fazenda.

1654 a 1660 – O bandeirante Jerônimo de Camargo faz várias entradas pelos sertões, em companhia de seu irmão Marcelino de Camargo, instalando uma fazenda às margens do rio Atubaia, erigindo ali uma capela dedicada a São João Batista (1654 segundo alguns historiadores), iniciando com isso o nascimento do povoado que veio a se tronaria a cidade de Atibaia.

1655 – Fundação da Vila de Jundiaí que teria iniciado seu povoamente em 1615 através Rafael de Oliveira e s.m Petronlhina.

24 de novembro – Uma provisão de Dom Jerônimo de Atahide, Conde de Atouguia, tenta por fim a tradicional rivalidade entre as famílias Pires e Camargo, determinando que as Câmaras paulistas fossem compostas sempre em igual número entre os Pires e Camargos, mais um neutral.

1657 – Jerônimo de Camargo pede e recebe carta de data na recém criada Vila de de Jundiaí.

1664 – abril – Partida de São Paulo, rumo ao sertão de Minas, via Juqueri, uma pequena bandeira comandada pelo sertanista Padre Matheus Nunes de Siqueira, o famoso “calção de couro”.

1665 – 24 de junho – Data escolhida pela Lei Municipal nº 205 de 02.JUL.1.952 para celebrar o dia da fundação da cidade de Atibaia, pois acredita-se que nesta data o Padre Matheus Nunes de Siqueira rezou a primeira missa na capela erigida por Jerônimo de Camargo em sua fazenda, deixando naquela povoação os índios catequizados durante sua bandeira. Esta data, na verdade, foi escolhida pela câmara municipal como data de fundação da cidade por ter sido no ano de 1665 a primeira referência oficial à cidade e o dia 24 de junho, dia de São João Batista, santo padroeiro da capela erigida por Jerônimo de Camargo.

03 de julho – Após seu retorno a São Paulo o Padre Matheus Nunes de Siqueira se apresenta na câmara de S. Paulo a fim de comunicar os acontecimentos decorridos de sua bandeira. Naquela data a câmara de S.Paulo ordena ao padre Matheus: “…para que formassem aldeia e estivessem debaixo da jurisdição dos oficiais do conselho com os mais, para servir a Sua Majestade…” os índios guaru ou guarulhos que o Padre havia conquistado e deixado “…en povoado e termo desta vila na paragen chamada Atubáia e que o reverendo padre entregava o dito gentio em nome de senhor do dito gentio, e se lhe formasse aldeia na mesma paragem donde estão”. É a primeira referência oficial sobre Atibaia e por ela fica evidente que o Padre Matheus deixou os índios conquistados em sua bandeira, num “povoado” já existente, o qual não nos resta dúvida ser os primórdios da fazenda de Jerônimo de Camargo.

1666 – 09 de novembro – A câmara de São Paulo resolve mandar dois oficiais de justiça à Atibaia para “…ver se estão os índios goaramimis na paragem donde delles tomarão lista o anno passado…”.

1667 – Inês da Costa, esposa de Onofre Jorge Velho é inventariada em São Paulo e revela ter terras em Atibaia.

1669 – 05 de maio – A câmara paulista manda notificar o capitão da aldeia de Guarulhos, Antônio Lopes de Medeiros para impedir a grande quantidade de índios que estavam se transferindo “…para Caiosara e Atibaia…”.

1674 – 21 de julho – O bandeirante Fernão Dias Pais, em sua busca pelas esmeraldas, segundo historiadores modernos, parte de São Paulo com destino as minas passando por Atibaia, mas não há comprovação histórica de que teria passado por Atibaia. È acompanhado entre outros de Matias Cardoso de Almeida, um dos fundadores de Nazaré Paulista e de Antônio do Prado da Cunha, futuro genro de Jerônimo de Camargo, nomes extramamente ligados com a região de Atibaia.

1676 – Primeira citação em documento público da serra de Itapetinga no inventário de Marcelino de Camargo.

– Matias Lopes ergue uma capela em louvor a Nossa Senhora de Nazaré dando pulso ao povoado que resultaria na hoje cidade de Nazaré Paulista. Acreditamos que o povoado que deu origem a Nazaré deva ter se inciado entre 1660 a 1670, pouco anos depois do ínicio do povoamente de Atibaia ou na mesma época.

– Nomeação do primeiro capitão das ordenanças do então bairro de São João Batista de Atibaia, Francisco de Godoi Moreira, partidário dos Pires (genro de João Pires), substituído em 1684 por Tomás da Costa Barbosa, partidário dos Camargos, substituído por João dos Reis Cabral aos 06.FEV.1700 c.c uma neta de Jerônimo de Camargo, mesma data que é nomeado Pacoal Delgado de Camrgo, neto de Marcelino para capitão do bairro de Nazaré.

1680 – Segundo Waldomiro Franco da Silveira, que julgamos estar certo, Atibaia passa a ser Capela Curada, isto é: a ter padre próprio. Em data desconhecia, após esforços do fundador da cidade e ou de Antônio do Prado da Cunha, ou ambos uma nova capela maior fora constrída em frente a capelinha original. Todavia, por razões que desconhecemos, a criação de uma paróquia deu-se apenas 1719, talvez em decorrência da reforma da antiga capela que encerrou-se somente em 1719.

21 de maio – Em sessão da câmara de São Paulo é informado que o vereador Manoel da Fonseca Osório precissava ser substituído pois mudara-se para Atibaia.

1681 – 24 de março – Jerônimo de Camargo hospeda em Atibaia D. Rodrigo Castel Blanco, que chefiava por ordem real, a maior e melhor bandeira até então organizada para devassar o sertão mineiro e atingir a cobiçada e lendária Serra das Esmeraldas, seguindo as pegadas de Fernão Dias Pais que saíra para o sertão 7 anos antes.

1683 – João Lopes de Lima, bandeirante e um dos fundadores de Nazaré parte com uma bandeira para as minas.

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