A maioria dos descendentes dos Camargos, em Atibaia, são descendentes: do capitão[1] Marcelino de Camargo, considerado o patriarca de Atibaia (cap. 4°); de José Ortiz de Camargo (cap. 2°); Mariana de Camargo (cap. 7°) e poucos do fundador da cidade, Jerônimo de Camargo (cap. 5°).
O casal tronco da família Camargo no Brasil, Jusepe Camargo e Leonor Domingues, tiveram, segundo o inventário de Leonor 8 filhos:
Capítulo 1º Cap. Fernão de Camargo
Capítulo 2º José Ortiz de Camargo [meu decavô]
Capítulo 3 Cap. Francisco de Camargo
Capítulo 4 Cap. Marcelino de Camargo – O Patriarca de Atibaia [meu avó em 11º]
Capítulo 5º Jerônimo de Camargo – Considerado o Fundador de Atibaia
Capítulo 6º Gabriela de Camargo
Capítulo 7º Mariana de Camargo [minha decavó]
Capítulo 8º Ana Maria de Camargo
Capítulo 1º
Capitão Fernão de Camargo
O capitão Fernão de Camargo, mais conhecido como, o Tigre, foi juiz ordinário[1]em São Paulo. Já se encontrava casado em 1630, com Mariana do Prado, filha de João de Santa Maria, natural de Castela, Espanha e de Filipa do Prado. O capitão Fernão de Camargo juntamente com seu irmão José Ortiz de Camargo foi chefe do partido dos Camargos que rivalizou com o partido dos Pires pelo poder político da vila de São Paulo durante aproximadamente 1640 a 1770. Protagonizou a cena mais dramática da célebre disputa política entre os partidos Camargos e Pires, sendo acusado da morte de Pedro Taques no largo da Sé em 1641. Fernão de Camargo teve segundo Silva Leme 14 filhos.
Capítulo 2º
José Ortiz de Camargo
José Ortiz de Camargo foi juntamente com seu irmão, chefe do partido dos Camargos na vila de São Paulo. Participou da bandeira liderada pelo capitão Diogo Coutinho de Mello em 1636. Foi casado com Maria Antunes, filha de Inocêncio Preto e de Maria Moreira. José Ortiz faleceu com testamento em São Paulo em 1663, deixando seis filhos, entre eles Ana Maria de Camargo c.c. Bento Siqueira de Mendonça, meus eneavós.
Capítulo 3º
Capitão Francisco de Camargo
O capitão Francisco de Camargo foi casado com Izabel de Ribeira, irmã do capitão-mor Amador Bueno da Ribeira, aclamado Rei de São Paulo em 1641, concunhado de seu pai, Jusepe de Camargo. Não deixaram filhos e seus bens foram divididos entre suas sobrinhas filhas do capitão Marcelino de Camargo, capitão Jerônimo de Camargo e outros.
[1]O cargo de juiz ordinário era eletivo e era o presidente nato da câmara, cabia a essa cargo o dever de distribuir a justiça, especialmente no cível, como distintivo de sua função, devia portar uam vara vermelha e fez parte do ordenamento administrativo brasileiro até 1828.
[1] Até 18.AGO.1831, data de promulgação da lei Feijó que criava a Guarda Nacional, toda vez que aparecer a patente de capitão a mesma se refere ao capitão de milícias ou ordenanças, extinta em 24.MAR.1831. Antes da criação da guarda nacional as milícias eram responsáveis pela ordem pública nas freguesias, vilas e capitanias. As ordenanças eram formadas, essencialmente, pelas seguintes patentes na ordem de importância: Alferes, Tenente, Capitão, Sargento-mor (depois major), Capitão-mor, Tenente-coronele e Mestre de Campo (depois coronel). As ordenanças eram divididas em companhias de 250 homens com 10 esquadras de 25 homens cada. Cada vila, cidade ou capitania tinha Um capitão-mor, um ou mais sargentos-mores, e para cada companhia um capitão comandante de uma companhia que era auxiliado por um alferes, um sargento, um mirinho, um escrivão e dez cabos de esquadra que chefiava cada uma das esquadras. Portanto, os capitães até 1831 eram os comandantes máximos de uma companhia sediada num bairro. Uma vila por exemplo poderia ter várias companhias dependendo do tamanho de seu território e da população. Os capitães comandantes só deviam obediência aos sargentos e capitães-mores.
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