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6/280),filha do guarda-mor Fructuoso Furquim de Campos[1] e de sua 1ª mulher Apollonia Maria do Pilar e Vasconcellos (SL 7/488), neta materna de Maria Machado Vasconcellos e do cap. Bento de Siqueira Pedroso e neta paterna de Estanislau Furquim Pedroso (natural de Parnaiba) e de Ana de Campos. Lucas de Siqueira Franco foi o maior e mais importante fazendeiro no bairro de Caioçara de sua época. No censo de 1810 tinha 53 escravos e no de 1820 tinha 42 escreavos e 6 agregados. Iniciou sua vida pública em 1794 como capitão das ordenanças, depois foi sargento-mor e, com o falecimento do seu tio paterno, o terceiro capitão-mor, exerceu o mais importante cargo civil e militar do ordenamento administrativo da época, o cargo de capitão-mor de 1821 a 1828, quando foi modificado o sistema administrativo do Império. Acreditamos que Lucas de Siqueira Franco, que tinha o mesmo nome de seu avô paterno e 1° capitão-mor de Atibaia, foi o mais importante líder político em Atibaia nas primeiras três décadas do século XIX, especialmente do início da década de 1820 a meados da década de 1830 e foi subistituído nesta condição por seu sobrinho cel. Manoel Jorge Ferraz. Foi abastado fazendeiro do bairro do Caioçara e também exerceu o cargo de juiz ordinário em 1795 e 1802, foi o primeiro presidente da câmara de 1829 a aproximadamente 1832. Foi juiz municipal em 1856, interferindo sempre na vida política da cidade, até sua morte em 1866 em Atibaia com 93 anos, deixando ainda na ocasião de sua morte cerca de 400 descendentes. Teve 11 filhos dos quais três faleceram na infância os 8 que sobreviveram foram:

 

1.1. Tenente[2]Frutuoso José de Campos, batizado em 1795 em Atibaia, e aí se casou em 1824 com Ana Luiza Caetana de Mello filha do alferes Manoel Caetano de Mello e de Ana Francisca Cardoso, nº1.5. adiante. Teve:

2.1. Cândida de Mello casada em 1843 em Atibaia com José Corrêa da Silva, filho de João Corrêa da Silva e de Gertrudes Luiza de Moraes, que foram moradores em Araraquara.

2.2. Maria de Campos casada em 1843 com Manoel Caetano da Cunha. Filho do tenente Francisco da Cunha Ramos e de Maria Metildes de Mello. Tit. Cunhas Gagos de SL.

2.3. Major Lucas Furquim de Campos viveu em Campo Largo de Atibaia. Foi c.c Maria Gertrudes da Silveira, sua prima, filha do capitão Inácio Caetano da Silveira (ver adiante) e de sua mulher e sobrinha Delfina da Silveira ambos. Teve:

3.1. Sophia

3.2. Theresa

3.3. Sebastiana

2.4. Pedro Nolasco da Silveira Mello casou-se 1ª vez com Cristina, fª do alferes Joaquim de Siqueira Franco (ou Joaquim Antônio da Silveira) e de Rita de Cássia (ver adiante), n. p. do Capitão José de Siqueira Franco e de Francisca Margarida Pedroso (ver adiante), 2ª vez casou-se com (…) filha de Pio Pupo. Com geração dos dois casamentos.

2.5. Gertrudes, foi c.c Lúcio Flóro da Cunha, f° de Francisco da Cunha Ramos e de Mª Metildes de Mello.

2.6. José Fructuoso de Campos, sem geração.

1.2. Ana Cardoso de Campos, foi batizada em Atibaia em 1798 e aí se casou em 1813 com seu parente Antônio Luiz da Rocha, filho do capitão Joaquim de Siqueira Franco e de Gertrudes Francisca Pedroso (ver desc. adiante)

1.3. Maria Cardoso de Campos (SL 2/56) n. 1800 em Atibaia e aí se casou em 1812 com o cap. Francisco Rodrigues Bueno de Aguiar (SL 1/534), f° do capitão Francisco Bueno de Aguiar e Castro[3]n. em 1750 e de Maria Rosa Rodrigues de Assumção, natural de Nazaré/SP, f. em 1796, os quais casaram-se em Nazaré em 1789. Neto paterno de Diogo Bueno de Camargo, natural de Atibaia (família Bueno da Ribeira) e de Maria de Moraes de Aguiar, natural de Guarulhos; n. m. de José de Moraes Franco, natural de Lisboa e de Helena Rodrigues Bueno, natural de Guarulhos. SL 1/57 e 534. Teve os 13 filhos seguintes:

2.1. Maria Rosa de Campos casou-se a 1ª vez em 1827 em Atibaia com o sargento-mor Antônio João Carlos Barbosa, filho sargento-mor Nicolau Soares de Pugas Duque, natural de Portugal, e de Maria Arcliangela Barbosa, por esta, neto do capitão Antônio Barbosa de Lima e de Apollonia Maria do Pilar e Vasconcellos; 2ª vez casou-se em 1832 na mesma vila com o major Albino Barbosa de Vasconcellos, filho do capitão Manoel Barbosa de Lima e de Maria Gertrudes do Carmo. Com geração

 


[1] Frutuoso Furquim de Campos (SL 6/280)n. em 1723 em Parnaíba, hoje Santana do Parnaíba. Foi sem dúvia o maior líder oposicionista nas décadas de 1760 e 1770 em Atibaia onde possuía talvez a maior fazenda no bairro do Caioçara. No censo de 1795 tinha 39 anos, mesma idade de sua esposa e morava com ele 2 filhos, sua sogra de 60 anos, 7 enteados, 1 exposto, 36 escrevas.Foi o mais importante defensor da corrente dos Pires contra os Camargos, portanto, maior adversário político do 1° capitão-mor, Lucas de Siqueira Franco, grande líder da política dominante em Atibaia. Frutuosofoi vereador em São Paulo em 1761, 1762 e 1766 e em 1769 foi juiz ordinário. Foi,por razões políticas e de interesse dos Pires, o grande responsável pela emancipação política de Atibaia em 1769 onde só consegui ser juiz ordinário em 1773. Desiludido com a política de Atibaia foi nomeado guarda-mor das Minas, cargo que exerceu por muitos anos. Faleceu em Atibaia aos 22.MAR.1800 e foi sepultado debaixo do altar-mor da matriz de Atibaia. Frutuoso teve q.d. 2 filhos: Ana Gabriela de Campos c.c N° 04 acima e o padre Frutuoso Furquim de Campos que foi importante vigário em Atibaia.

[2] Segundo o Dicionário das Famílias Brasileiras já citado: “ Os tenentes de milícias ocupavam-se, da mesma forma que os Capitães, de negociar com ‘fazenda seca, vários gêneros ou tropas de animais’, vivendo alguns também de aluguéis e de rendimentos de propriedades agrícolas e engenhos. Além daqueles que venciamordenados relativos a funções públicas, havia tenentes jovens que viviam do patrimônio familiar. 52 anos foi a idade máxima e 24 a idade mínima encontrada entre os tenentes milicianos da Capitania.”

[3] No censo de 1820 o cap. Francisco Bueno de Aguir e Castro tinha 40 escrevos.

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