Capítulo 4º
Capitão Marcelino de Camargo, considerado patriarca de Atibaiae genealógicamente mais importante que seu irmão Jerônimo para o povoamento de Atibaia, foi como seus irmãos, cidadão de muito respeito e autoridade na vila de São Paulo, ocupando entre outros cargos, o de juiz ordinário em 1645, almotacel em 1665 e vereador em 1764. Teve muitas terras em Tremembé e sesmarias em Biritinua, Birtiratin e Itapetinga em Atibaia. Casou-se em 1639 em São Paulo com Méssia Ferreira Pimentel de Távora, filha de João Ferreira Pimentel de Távora e de Maria Riberia, neta paterna de Vicente da Rocha Pimentel, de nobreza portuguesa e de Maria Ferreira de Távora, neta materna de Bartolomeu Bueno da Ribeira, natural de Sevilha e de Maria Pires, pais de Amador Bueno da Ribeira, já retratados aqui. O capitão Marcelino de Camargo foi considerado por historiadores como patriarca de Atibaia, em virtude de sua importante participação na fundação de Atibaia e no início de sua povoação, bem como porque grande parte de sua descendência fixou-se em Atibaia, sendo, juntamente com alguns descendents de Jerônimo, a base da primeira família atibaiana. Faleceu com testamento em São Paulo em 1676 e sua mulher em 1712 também em São Paulo, tiveram 11 filhos.
Nº 01 João de Camargo Pimentel
Nº 02 Alcáide-mo[1]r José de Camargo Pimentel [meu avô em 11° grau]
Nº 03 Capitão Francisco de Camargo Pimentel (ver parte da descendência a seguir) [meu decavô]
Nº 04 Mariana de Camargo Pimentel
Nº 05 Maria de Ribeira de Camargo
Nº 06 Izabel da Ribeira de Camargo
Nº 07 Messia Ferreira de Tavora
Nº 08 Gabriela Ortiz de Camargo
Nº 09 Maria de Camargo
Nº 10 Leonor Domingues de Camargo
Nº 11 Ana Maria de Camargo
Nº 01 João de Camargo Pimentel. Teve 12 filhos, entres eles: Mariana Bueno de Camargo casou-se com seu primo-segundo e o único filho do marechal Antônio do Prado Cunha e de Ana Pires de Camargo, filha de Jerônimo de Camargo.
Nº 02 José de Camargo Pimentel: Seus descendentes espalharam-se por diversas cidades de São Paulo, como Atibaia, Bragança e Campinas, entre eles: Pedro de Camargo Pimentel (meu decavô).
Nº 03 Capitão Francisco de Camargo Pimenteljuntamente com o marechal Antônio do Prado Cunha (marido de sua prima, Maria Pires de Camargo, filha de seu tio Jerônimo) foram, sem dúvida, os maiores líderes políticos de Atibaia entre aproximadamente as décadas de 1685 a 1730, onde também tinham grandes fazendas. Todavia, o capitão Francisco de Camargo Pimentel, também teve lavras minerais no distrito do Rio das Mortes, de onde com seus dois filhos naturais (1.17 e 1.18 adiante), extrairam grande quantidade de ouro. Além de suas lavras, administrou os bens (plantações e lavras de ouro), que seu irmão o alcaide-mor José de Camargo Pimentel, tinha no Rio das Mortes e em Sabará. Também foi por muitos anos proprietário do ofício de juiz de órfãos de S. Paulo, em sucessão a seu sogro Salvador Cardoso de Almeida, o qual tinha recebido em dote o dito ofício do cavaleiro Antônio Raposo da Silveira. O capitão Francisco de Camargo Pimentem foi c.c Izabel da Silveira Cardoso, f. em 1738 em Atibaia, filha de Salvador Cardoso de Almeida e de Ana Maria da Silveira, n.p. de Izabel Furtado e de Matias Cardoso de Almeida (ver N° 08 a seguir)[meus avós em 12° grau]; n.m. do governador Antônio Raposo da Silveira, cavaleiro de São Tiago e de Maria Raposo de Siqueira. Faleceu o capitão Francisco de Camargo com testamento aos 24.JUN.1724 em AtibaiaAcredito que o casal Francisco de Camargo Pimentel e Izabel da Silveira Cardoso, foram o primeiro casal descendente da família do fundador a ser sepultado na matriz de Atibaia. Seus sepultamesntos devem ter sidos os mais importantes daquela época em Atibaia. O capitão Francisco teve16 filhos com sua esposa e dois havidos em tempo de solteiro. Ver descendência adiante.
Nº 04 Mariana de Camargo Pimentel foi c.c Paschoal Delgado Lobo Sobrinho fº de Martim da Costa e de Izabel da Cunha. Tit. Oliveiras. Teve 10 filhos.
Nº 08 Gabriela Ortiz de Camargo n. em 1641 em São Paulo e f. em 1723 em Nazaré Paulista, foi c.c João Lopes de Liman. em 1650 em São Paulo onde foi juiz ordinário e grade bandeirante, f° de Domingos Lopes de Lima natural de
[1] Alcáide-mor equivaleria a governador de uma provícia e ou região geográfica definida.
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