FRANCISCO PEREIRA PACHECO
Francisco Pereira[1] Pacheco “o moço” era natural de Juqueri, hoje Mairiporã, onde nasceu entre 1740 a 1752, ano mais provável de seu nascimento levando-se em conta os censos, contudo, encontramos seu óbito ocorrido aos 12.SET.1838 em Atibaia que constou ter mais de cem anos de idade. Foi vereador em Atibaia em 1798, 1802, 1803 e 1807, era filho do tenente Francisco Pereira Pacheco[2]“o velho”, natural de Atibaia onde nasceu por volta de 1722 e faleceu aos 17.DEZ.1808 com 86 anos, sendo sepultado no interior da matriz e de Maria Francisca de Castro, natural de Conceição deItanhaemou da Beira Mar, hoje município de Itanhaem, litoral de São Paulo, SL 2/120.
Francisco “ o velho” eramorador de Atibaia, no bairro do Mato Dentro como consta de seu óbito, já Francisco, o moço era fazendeiro[3]no bairro Itapetinga(a maioria de seus filhos e descendentes residiaram naquele bairro). Segundo o inventário de sua segunda esposa, falecida em 1821, o casal possuía terras avaliadas em 50$000 (cinqüenta mil reis) mas não cita onde seria essa terra, 3 escravos, uma casa na vila e muitos animais, totalizando 391$760 (trezentos e noventa e um mil e setecentos e sessenta reis).
Francisco Pereira Pacheco “o moço” era neto paterno de João Pereira Pacheco[4], português que pode ser considerado o tronco da família Pereira Pacheco ou somente Pereira de Atibaia(SL. 2/120 s/asc.) falecido em 1751 e de Maria da Gama[5], que casou-se 1º vez com João Pereira Pacheco e 2º vez com Manoel Francisco Pereira, ver SL 2/120.Maria da Gama era filha deMarcelino Rodrigues da Gama e de Méssia Siqueira (SL 1/396).
Francisco Pereira Pacheco “o moço” casou-se primeira vez com Ana Rosa[6] da Conceição n. em 1741 em Juqueri onde provavelmentese casou por volta de 1770 a 1785. Ana Rosa da Conceição era filha de Manoel Bueno de Azevedo, natural de Juqueri e de Clara Francisca[7] de Santa Rosa, natural de Juqueri ou mais provavelmente de Guarulhos, os quais casaram-se em 1765 também em Guarulhos. Clara Francisca faleceu em 1797. Ana Rosa da Conceição era neta paterna de Mariana Bueno de Azevedo, falecida em 1766 e de Manoel da Fonseca Pinto, neta materna de Antônio Rodrigues da Cunha e de Rosa Francisca.
Ana Rosa da Conceição n. em 1741e faleceu no bairro Itapetinga aos 12.DEZ.1806. Viúvo Francisco Pereira Pacheco casou-se segunda vez aos 03.FEV.1808 em Atibaia com Manoela Antonia n. em 1791 em Atibaia, filha de Filipa de Godoi, natural de Atibaia e do capitão João Leite de Moraes[8], batizado em 1769 na Conceição dos Guarulhos ou segundo algumas certidões examinadas, natural de Pitangui/MG, os quais casaram-se em 1791 em Atibaia. Manoela Antonia era neta paterna de Amaro Neves de Moraes[9], natural de Iuroca/MG e de Maria Leite de Araújo[10], natural de Pitanguí/MG, neta materna de Francisco de
[1] Em tempos remotos existia, próximos aos bairros da Água Espraiada e dos Pintos, o bairro dos Pereira devido a grande quantidade de pessoas com o sobrenome Pereira que moravam e eram proprietários de terras naquela localidade. Acreditamos que todos os Pereirasaqui retratadose e antigos moradores daquele bairro eram descendentes deste tronco.
[2] Francisco Pereira Pacho, o velho, teve segundo Silva Leme apenas dois filhos: Francisco Pereira Pacheco, o moço e tronco deste título e Gerturdes Maria da Conceição que foi casada com o alferes João Pires de Oliveira SL 1/124.
[3] No censo de 1790 tinha 7 escrevos e 1 cunhada de nome Maria, 12; Nocenso e 1810 tinha 12 escravos, no de 1820 tinha 3 e no de 1836 tinha 2
[4]João Pereira Pacheco, avô paterno do tronco foi citado por Waldomiro Franco da Silveira, in História de Atibaia, página 130, que em 1730 juntamente com o cobrador do donativo real, Antônio Bueno de Azevedo foram os encarregados de organizar o rol dos contribuintes da então Freguesia de Atibaia. Como João Pereira Pacheco faleceu em março de 1751 em Juqueri onde tinha terras, e o próprio tronco, nasceu em Juqueri e seu pai nasceu em Atibaia, é muito provável que João Pereira Pacheco e seus filhos viveram entre Juqueri e Atibaia desde da década de 1720, década provável da imigração de João Pereira Pacheco para o Brasil. João Pereira Pacheco, segundo Silva Leme e seu inventário, visto por mim no Arquivo do Estado de São Paulo teve 5 filhos: 1) Tenente Francisco Pereira Pacho, o velho; 2) Mécia de Siqueira; 3) João Pires Pacheco; 4) Inácio Pereira Pacheco que foi vereador em Atibaia em 1779 e 5) Marcelino Pereira Pacheco.
[5] Maria da Gama, entre outros, era irmã de Catarina, casada em 1729 em Atibaia com Manoel Pereira de Andrade, natural de Vila de Arouca, filho de Guilherme Pereira de Andrade e de Maria de Barros. Este Manoel Pereira de Andrade, segundo a obra de Waldomiro Franco da Silveria, já citada, página 139, estabeleceu-se no comércio de Atibaia em 1745 com ‘loja de fazendas’.
[6] Entre os irmãos de Ana Rosa, detacamos Maria Clara da Anunciação n. em 1778, que casou-se com o sargento José Pereira Bueno, filho de Maria Bueno de Camargo e de Inácio Pereira Pacheco, este irmão do pai do tronco deste título, tenente Francisco Pereira Pacheco, o velho, o qual deixou grande descendência.
[7] Silva Leme apenas cita Clara Francisca, mas na certidão de Caetano e Angélica Maria, analisada por nós, encontramos o nome de Clara Francisca de Santa Rosa.
[8] O Capitão João Leite de Moraes foi vereador de Atibaia em 1797 e era irmão entre outros de Amaro Leite de Moraes. Ambos João Leite de Moraes e Amaro Leite de Moraes, podem ser considerados os troncos das diversas famílias Leite de Atibaia: os Leite descendentes do capitão Jacinto Manoel Leite, os Pereira Leite e os Leite descendentes do capitão Antônio de Padua Leite, filho de Amaro Leite de Moraes. Ver texto sobre a família Araújo na introdução ao título I deste trabalho.
[9] Amaro das Neves de Moraes era guarda-mor das minas de Aiuroca onde nasceu e residiu por algum tempo, sendo inventariado em São Paulo em 1779. Era filho de Domingos Teixeira de Moraes, natural de Portugal, que foi negociante em São Paulo e depois mudou-se para Minas Gerais e de Maria Soares das Neves, por esta neto de Antônio das Neves Moniz e de Izabel Ribeiro Soares. Ver introdução ao título I.
[10] Maria Leite de Araújo era filha de Antônio Ferraz de Araújo e de Leonor Siqueira de Moraes (tronco do família Araújo, retratada na introdução ao título I deste trabalho) que casaram-se em Pitangui/MG; considero que pelo menos três filhas de Antônio Ferraz de Araújo e sua esposa (Maria, Helena e Andressa) são matriarcas de importantes famílias Atibainas, pois Maria Leite de Araújo pode ser considerada a matriarca da importante e numerosa família Leite de Atibaia. Helena de Moraes Araújo, sua irmã,que também casou-se em Pitangui/MG com o capitão Francisco Lourenço Cintra, natural de Estombar, Algarve, Portugal que juntamente com seu irmão José Félix Cintra, também natural de Portugal, sargento-mor de Atibaia, e que se casou com outra irmã de Helena e de Maria Leite, de nome Andressa de Araújo, foram os progenitores da importante família Araújo Cintra de Atibaia, que unindo-se aos descendentes da família Camargo, descendentes do fundador de Atibaia e de seus irmãos e dos Siqueiras Francos, descendentes do 1º capitão-mor de Atibaia, detiveram o domínio político de Atibaia por muito tempo. Entre os filhos de Helena de Moraes Araújo e do Capitão Francisco Lourenço Cintra, destaca-se oAlfares Jacinto José de Araújo Cintra que foi o 1º deputado provincial de Atibaia. Ver texto sobre a família Araújo na introdução do título I deste trabalho.
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