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 Capitão FRANCISO XAVIER CESAR

            Francisco Xavier Cesar[1]nasceu entre 1755 a 1765 em São Paulo, segundo suas duas certidões de casamento. Foi nomeado alferes em 1776 e depois capitão da 8° companhia de Atibaia. Foi proprietário de terras, provavelmete no bairro da Boa Vista, foi também vereador em Atibaia em 1797 e 1808, juiz ordinário em 1812, novamente vereador em 1826 e 1827; fez parte da comissão criada em 1781 encarregada de coordenar as conclusões das obras da igreja do Rosário iniciada em 1763. Era filho de Jorge Moreira Cesar (SL 7/400), natural de Santo Amaro, mas morador de Atibaia[2] onde deve ter chegado entre 1760 a 1765 e onde faleceu em 1782 e de Margarida Vieira de Oliveira[3], natural de Santo Amaro e falecida em 1818 em Bragança Paulista. Francisco Xavier Cesar era neto materno de Josefa de Oliveira e de Francisco Xavier Gonçalves, naturais de São Paulo, retratados no título Macieis de Silva Leme. Neto paterno de Izabel de Siqueira e de Francisco Cesar Moreira ou Xavier Cesar, retratado nos títulos Garcias Velho e Pires de SL, de origem portuguesa, os quais casaram-se em Santo Amaro em 1716 mas foram moradores em Pindamonhangaba onde faleceu Izabel em 1764.

Francisco Xavier Cesar casou-se primeira vez em Atibaia aos 10.JAN.1783 com Caetana Maria Pereira de Oliveira n. em 1762 em Atibaia, filha de Ana Maria de Oliveira, falecida em 1810 e do alferes Manoel Pereira Padilha[4], naturais de São Paulo. Manoel Pereira Padilha foi pessoa de grande respeito em Atibaia onde arrematou um estanque em 1763 e outro em 1776/78; foi também juiz da câmara em 1773 (SL 6/304). Caetana Maria era neta materna de Antonia Dias Garcia e de Antônio de Oliveira Pereira, naturais de São Paulo; neta paterna de Teodora da Silva Padilha, filha de portugueses naturais do Porto e de Braz Esteves Leme[5], este filho de Mariana de Aguirre de Camargo (SL 1/363), descendente de Marcelino de Camargo, o patriarca de Atibaia e do sargento-mor de Minas Gerais Antônio Bicudo de Brito que faleceu em 1717 em Pindamonhangaba/SP, filho do capitão Antônio Bicudo Leme, o “Via Sacra” que juntamente com seu irmão alcaide-mor Braz Esteves Leme e seus genros e filhos são considerados fundadores da cidade de Pindamonhangaba/SP. $Segunda vez Francisco Xavier Cesar casou-se também em Atibaia aos 24.ABR.1805 com Gertrudes Maria de Oliveir n. em 1788 em Atibaia em 1789, filha de Ana de Souza de Moraes que casou-se em 1765 em Atibaia com João Cardoso de Oliveira. Neta materna de Antônio Pedroso de Moraes que casou em 1743 em Atibaia com Margarida de Souza. Neta paterna de Sebastião Alvares de Oliveira e de Eugeina Pereira.Francisco Xavier Cesar teve segundo Silva Leme (7/403) sete filhos com sua primeira mulher e q.d, um filho com a segunda (capítulo 8°), não citado por Silva Leme, mas descoberto por nós:

Capítulo 1°Joaquim Cesar

Capítulo 2°Maria Rosa

Capítulo 3°Ana de Oliveira

Capítulo 4° Monela de Oliveira

Capítulo 5° José Cesarou Oliveira Cesar (meu pentavô)

Capítulo 6° Francisco Cesar ou Oliveira Cesar

Capítulo 7° Inácio Cesar ou Oliveira Cesar

 


[1]Encontrei no livro de sepultamentos do cemitério São João Batista de Atibaia alguns registros com o sobrenome Cesar, entre eles: 1) Leopoldo Cesar f. aos 02.OUT.1904 com 40 anos c.c Francisca Bueno de Oliveira, residente no bairro da Boa Vista; 2) Lucas Cesar com 39 anos c.c Joana Soare, residente no bairro da Boa Vista.

[2] Jorge Moreira Cesar no importante censo rural de Atibaia feito em 1765, cem anos após a fundação da cidade, foi citado como morador e agricultor do bairro do Rio Abaixo, hoje bairros da Cachoeira ou Boa Vista.

[3] O sobrenome Oliveira foi muito difundido em Atibaia, especialmente no bairro da Boa Vista, mas não conseguimos encontrar um ou alguns dos principais troncos desta antiga e importante família atibaiana, contudo, acreditamos que as inúmeras famílias Oliveiras de Atibaia, especialmente do citado bairro, tinham um provável tronco em comum. O tronco deste título, Francisco Xavier Cesar, também era Oliveira por parte de mãe e suas duas esposas também eram Oliveira, tornando-o um dos troncos da numerosa e importante família Oliveira de Atibaia. As famílias Flórido, Profeta e Patrocínio, por exemplo, também eram Oliveira. Consideramos que entre as antigas famílias atibaianas retratadas neste trabalho, a Oliveira merece um estudo mais aprofundado numa futura obra.

[4] Manoel Pereira Padilha n. entre 1735 a 1745 e sua esposa Ana Maria de Oliveira foram troncos de uma numerosa família em Atibaia, transmissores, especialmente do sobrenome Oliveira, os quais podem ser considerados um dos principais troncos, senão o principal, razão pela qual citarei os filhos do casal citados por SL: 1) Ana de Oliveira Padilha, que foi casada 4 vezes: 1ª vez com Alexandre Machado de Sorocaba, 2ª vez com José Luis de Assunção, 3ª vez com Manoel Pereira Bueno e 4ª vez com seu primo Manoel da Silva Camargo; 2) Angela Maria c.c Inácio Bueno de Camargo; 3) Manoel Pereira de Oliveira, c.c Ana Esmeria do Nascimento;4) Francisco Pereira Padilha c.c Gertrudes Lima; 5) José Pereira de Oliveira c.c Gertrudes Maria de Lima que casaram-se em Atibaia em 1787 (ver 2.7, 1.1, N° 08, cap. 10° do título Siqueira Franco); 6) Caetana Pereira de Oliveira, c.c Francisco Xavier Cesar, tronco deste título; 7) Ursula Maria c.c José de Siqueira Lima; 8) Martiniano Pereira de Oliveira c.c Felipa de Camargo; 9) Salvador Pereira da Silva, c.c Joaquina Maria de Oliveira; 10) Maria Rosa, c.c Joaquim Moreira Cesar,11) Reginaldo Pereira da Silva c.c Rita Maria de Oliveira.

[5] No censo citado na nota anterior encontramos o nome de Braz Esteves Leme, portanto, o mesmo também mudou-se para Atibaia.

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