Atibaia entre 1822 a 1824 e ai falecida aos 09.JUN.1880. Segundo seu óbito e seu inventário, por nós consultado teve nove filhos, contudo encontramos mais dois filhos no censo de 1846, os quais devem ter falecido na menoridade:
1.1. Maria de Oliveira Cesar nascida aos 25.NOV.1840, sendo padrinhos José Pires Cardoso e Rosa (…) ?, já era falecida em 1902. Foi casada com José Pires Cesário, lavrador de cor morena, n. 1840, f. aos 19.OUT. 1910 no bairro da Boa Vista, com quem teve uma única filha:
2.1. Elisa Maria Pires de Brito n. em 1866 em Atibaia e aí f. aos 24.ABR.1911, foi c.c Bento Antônio de Brito, moradores na rua José Bonifácio em Atibaia. Elisa vendeu sua parte na herança de seu avô materno, João de Oliveira Cesar ao tenente-coronel José Francisco de Campos Bueno “José Bim”. Tiveram 6 filhos q.d., através do óbito de Elisa e 2 falecidos menores q.d. nas pesquisas nos livros de sepultamento do cemitério São João Batista. Não descobrimos o destino dos filhos.
3.1. Sebastião f. menor aos 10.JAN.1920.
3.2. Maria de Lourdes f. menor aos 15.SET.1923.
3.3. Benedita
3.4. Maria
3.5. Teresa
3.6. João
3.7. Pedro
3.8. Eulália
1.2. Valeriano I nascido aos 27.NOV.1842, sendo padrinhos Francisco Pereira de Oliveira e Gertrudes de Oliveira, falecido menor.
1.3. Damaso nascido aos 24.DEZ.1843 e muito provavelmente falecido na menoridade após 1846.
1.4. Justina nascida em 1845 e muito provavelmente falecida na menoridade após 1846.
1.5. Leopoldina de Oliveira Cesar nascida aos 07.SET.1847 em Atibaia, sendo padrinhos Francisco Leite de Oliveira e Gertrudes Maria Machado. Foi a segunda esposa de João Pedro Batista, também conhecido como João Pedro Mathias com quem não teve filhos. Leopoldina faleceu aos 01.FEV.1898 na chácara Tijuco Preto em Atibaia. Era a maior beneficiada no testamento de seu pai, contudo, faleceu antes do mesmo e como não teve filhos com seu marido, por força do testamento de seu pai, sua parte na herança foi dividida entre seus irmãos.
1.6. Valeriano de Oliveira Cezar II nasceu aos 07.NOV.1855 em Atibaia, sendo padrinhos: João Batista do Amaral e Policena Maria. Casou-se também em Atibaia aos 18.ABR.1887 com Maria Bueno de Jesus nascida em 1872. Era morador em 1902 (ano do inventário de seu pai) no bairro Guaxinduva do município de Nazaré Paulista. Foi inverntariante de seu pai por exigência testamentária do mesmo. Nada descobrimos.
1.7. Bárbara de Oliveira Cezar, mais conhecida como “Balbina” nasceu em Atibaia provavelmente em 1856 e aí faleceu às 17:30 h aos 14.JAN.1932 na rua Santo Cruzeiro n° 83, hoje Benedito de Almeida Bueno[1]. Barbara casou-se na matriz de Atibaia às 17:00 h. do dia 11.SET.1883 sendo testemunhas Manoel Martins de Oliveira e José Pires Cesário, este último seu cunhado, todos também naturais e residentes em Atibaia com João Pires Padilha Filho[2], natural de Atibaia onde nasceu em 1857, segundo o óbito de seu pai (46 anos em 1903). João Pires Padilha era muito provavelmente mulato ou negro[3]. Segundo a certidão de batismo de sua filha mais velha, Escolástica, tinha a profissão de carpinteiro em Atibaia, e segundo a avó materna deste autor, veio falecer numa cidade incerta de Minas Gerais por volta de 1910. João Pires Padilha Filho era, segundo o óbito de seu pai, o único filho de João Pires Padilha[4] n. em 1830 e f. aos 26.MAR.1903 na rua José Bonifácio n° 50 e de Joaquina Maria
[1] Segundo informações familiares, Barbara de Oliveira Cesar e sua família moraram por muitos anos na antiga rua Santo Cruzeiro, hoje Benedito de Almeida Bueno.
[2] Encontramos no inventário de Jacinto Pereira Leite uma confissão de dívida de João Pires Padilha datada de 27.ABR.1905 no valor de 120$000 ao referido senhor, a qual muito provavelmente refere-se a um dos três João Pires Padilha aqui citado, pela qual vê-se que João Pires Padilha era letrado e detendor de uma boa grafia, o que também confirmamos no inventário de seu sogro em 1903.
[3] Segundo dados de 1801 a 1862 obtidos do estudo The Trans-atlantic Slave Trade Database, da Universidade de Cambridge os negros trazidos como escravos para o Sudeste brasileiro vieram basicamente de Congo, Angola e Moçambique e neste período chegaram no Sudeste 893.925 pessoas. Nos séculos anteriores (XVIII, XVII) é muito provável que os negros que chegaram no sudeste brasileiro tenham vindo dos mesmos atuais países citados, portanto, na grande maioria, a origem dos negros brasileiro remontam aos três países atuais citados. As manifestações folclóricas de Atibaia têm raízes no Congo.
[4] Em janeiro de 2017 tomei conhecimento da existência de um certo Inácio Pires Padilha que foi c.c Mariana das Dores de Jesus entre 1840 a 1852, que acreditamos possa ser um irmão de João Pires Padilha, o velho (pai de João Pires Padilha c.c Barbara de Oliveira Cesar). Descobrimos que este casal teve, dois filhos: 1) João Pires Padilha (primo-irmão do homônimo c.c. Bárbara), n. em 1852, cujo óbito já havíamos encontrado antes no livro de óbitos do cemitério São João Batista, f. aos 31.DEZ.1912, natural de Atibaia, residente no bairro da Boa Vista, com 60 anos, de cor branca, lavrador, c.c Brandina de tal e que deixou apenas uma filha de nome Guilhermina, sem informações e 2) Guilherme Antônio de Oliveira n. entre 1865 e f. aos 25.SET.1935 c.c Maria Tereza do Espírito Santo f. aos 29.JAN.1950, casados aos 10.NOV.1888, os quais tiveram 8 filhos: Benedita, João, Marinha, Julieta, José, Olga, Ciça e Benedito de Oliveira, n. aos 01.OUT.1889 que foi casado aos 18.FEV.1911 com Maria Bistratini, italiana natural de Ospedaletto Euganeo/PD de onde imigrou em 1894 com seu pai Ferdinando Bistratine, aos 18.FEV.1911 que tiveram entre outros: José de Oliveira n. aos 03.JAN.1912 c.c Ernestina Franco da Silveira (provavelmente da família Siqueira Franco), os quais tiveram: 1) Maria Benedita de Oliveira “Teia” n. em 1937; 2) Nelson de Oliveira, n. em 1939, “Mala”, músico; 3) Nilza de Oliveira n. aos 21.JUL.1941, música, que teve: Viviane Santos Mariano n. 30.MAR.1969, cujo marido, Marcelo Mariano foi o responsável pela descoberta de parentes de João Pires Padilha que não conhecíamos até então, pais de Ingrid n. aos 10.JUL.1991; e 4) Norma de Oliveira n. em 1947, viúva de Darcy Teixeira, ver título Alves do Amaral e Leite.
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