POSFÁCIO
Ao terminar uma obra volumosa e magnífica como ‘Raízes – notas genealógicas’ o autor sempre sente um vazio. Embora tivesse se dedicado a um trabalho laborioso e demorado, estava encontrando entretenimento naquilo que ele mesmo se propusera a realizar, e, é chegado o momento de fechar o livro.
Terminar um acervo de genealogia como Raízes, não é lhe virar às costas, e sim, fazer pausa de alguns anos e retomar o curso de navegação entre os clãs. Se, para o autor, seus ascendentes e seus parentes próximos ficaram encerrados num claustro, todo o parentesco de ponta, requer o caminho humanitário da continuidade. O processo da genealogia, que é a obra do Criador e da nossa natureza é a renovação da vida.
A ordem cronológica apresentada nesses conceitos de genealogias, nos ensina muita coisa que na primeira leitura nos passa desapercebidos, e, no estudo mais aprofundado nos revela uma modificação social e humana da região. Em São Paulo, principalmente, se incentivou a imigração.
No caso de Raízes, o motivo mais revelador é que na passagem do tempo, entre o surgimento de um patriarca, e o tempo de sua vivência, quando surgem os seus descendentes, a substituição humana, principalmente os imigrantes, antes estranhos nesta terra brasílica, substituem os nomes de origem essencialmente ibéricos e nos mostra a chegada dos peninsulares, e de outros povos.
Raízes, obra que não se identifica apenas na genealogia, mas esclarece o povoamento da antiga Atibaia, que se encontra em centenas de antífonas, revelando o homem na terra; o nome do fazendeiro e o bairro no qual se localizava a sua propriedade, nutrindo também a nossa história.
Que, o autor se dedique em acrescentar sua obra, ou permita o ofício de manteeiro a um parente do futuro.
Renato Zanoni[1]
[1] Renato Zanoni é filho do ex-prefeito Edmundo Zanoni, advogado, agrimensor, historiador e autor de livros sobre a história de Atibaia. Autor de Atibaia no século XX, 2005.
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