DOMÍNIO POLÍTICO DE ATIBAIA PELOS DESCENDENTES
DO 1º CAPITÃO-MOR
A união,por matrimônio, ocorrida na década de 1730, do primeiro capitão-mor, Lucas de Siqueira Franco com a família Camargo, através deIzabel da Silveira de Camargo que era filha do capitão Francisco de Camargo Pimentel,neta de Marcelino de Camargo e sobrinha-neta de, Jerônimo de Camargo, considerado o fundador de Atibaia, resultou no controle político administrativo de Atibaia pelos descendentes do citado casal por cerca de dois séculos; de 1745 a 1945 aproximadamente, salvo, evidentemente, raros períodos de exceção.
Cerca de 50 anos após a união das famílias Camargo e Siqueira Franco, ou seja, na década de 1780, os descendentes do casal Lucas e Izabel uniram-se através de outros casamentos a outra família recém chegada em Atibaia, os Araújo Cintra, mais precisamente aos descendentes do capitão Francisco Lourenço Cintra e seu irmão José Felix Cintra que chegaram em Atibaia em 1776, vindo de Guarulhos, depois de passarem pelas minas de Pintagui. Os Siqueira Franco e Camargos mais os novos aliados, os Araújo Cintra, asseguraram o domínio político dos mesmos por cerca de um século e meio, entre 1780 a 1945, aproximadamente (ver texto anterior sobre a família Araújo).
Portanto, o domínio político administrativo de Atibaia, inicialemnte foi exercido pelo próprio fundador da cidade, Jerônimo de Camargo e por seu irmão Marcelino de Camargo, considerado o Patriarca de Atibaia; depois passou para os filhos e genros desses, especialmente para o capitão Francisco de Camargo Pimentel, filho de Marcelino que juntamente com Antônio Prado da Cunha, genro de Jerônimo, comandaram os destinos de Atibaia entre 1680 a 1730, aproximadamente.
A partir da década de 1730 até aproximadamente a década de 1950, ou seja, por mais de dois séculos, Atibaia foi comandada, primeiro pelo 1º capitão-mor (tronco do título I), depois por seus descendentes, que também eram descendentes de Marcelino de Camargo, o Patriarca de Atibaia e pelos descendentes do próprio Jerônimo de Camargo; e a partir da década de 1780, essa gente se uniu a família Araújo ou Araújo Cintra, cujos membros foram líderes do partido liberal de Atibaia, o qual, salvo em raros períodos de exceção, esteve no poder em Atibiaa, durante todo o regime imperial.
A família Alvim (Campos Bueno) que dominou ou influenciou nos destinos políticos de Atibaia após a Proclamação da Rública até pouco mais da metade do século XX também era descendente da união dos descendentes do 1º capitão–mor de Atibaia com a família Camargo, depois com os Cintra (ver Nº 03 do capítulo 4º do título Siqueira Franco), bem como também descendia das importantes famílias Pires de Camargo e Alves do Amaral retratadas neste trabalho.
Podemos concluir então, que da fundação da cidade em 1665 (data oficial) até meados do século XX, salvo raros períodos de exceção, o domínio político de Atibaia ficou nas mãos dos1) membros da família Camargo, ou seja descendentes de Jerônimo de Camargo e seu irmão Marcelino de Camargo; 2) dosmembros da família Siqueira Franco, descendentes de Lucas de Siqueira Franco, 1º capitão-mor e por 3) membros da família Araújo Cintra, que unindo-se entre si por diversos matrimônios detiveram o comando político de Atibaia por quase 3 séculos (1665 a 1960).
O último prefeito que cumpriu um mandato longo e que descendia por algum ramo, de uma destas famílias foi João Batista Conti, que governou de 1936 a 1945, contudo, os prefeitos que sucederam João Batista Conti até a eleição de
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