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Francisco Compton D’Elboux I pode ser considerado tronco[1] da família D’Elboux no Brasil e deve ter imigrado para o país entre meados da década de 1780 até o início da década de 1790. Foi, segundo algumas fontes, oficial do exército português no Brasil, cavaleiro da Ordem de Avis, de Portugal e no Brasil foi tenente-coroneldo regimento de caçadores da antiga Guarda Nacional e sargento-mor na então Vila de São Paulo, cargo para o qual foi provavelmente nomeado em meados na primeira década do século XIX.

A única referência sobre o sobrenome D’Elboux na obra de Silva Leme está no volme 6º, página 345 e é a seguinte: “Paula Martins Fernandes casada em 1793 na mesma vila (Parnaíba) com o tenente Francisco D’Elboux natural de Londres e batizado em Lisboa, filho de outro de mesmo nome e de Ana D’Elboux de Londres”. Contudo, graças a pesquisa que fizemos buscando encontrar a descendência de Carlos Augusto D’Elboux (capítulo 1°) e sua ligação com Francisco Compton D’Elboux e especialmente a excelente pesquisa feita por René D’Elboux intitulada de Guia de referência da família D’Elboux no Brasil e no mundo de 2007, disponibilizada na rede mundial de computadores, foi possível desenvolver parte da descendência de Francisco Compton D’Elboux I que tornamos tronco deste trabalho e que é sem dúvida alguma o tronco da família D’Elboux no Brasil.

Francisco Compton D’Elboux I, foi casado aos 06.FEV.1794 em Santana do Parnaiba/SP com Paula Martins Fernandes natural da mesma vila, filha de João Martins da Cruz e de Inácia Isabel Fernandes falecida aos 05.SET.1811 em Santana do Parnaíba, residente na época do seu falecimento em Itahim-Guassu[2]. Paula era n.m. de João Gonçalves Seixas, natural de Lisboa e de Lusia Fernandes, natural de Santos/SP, n.p. do cap. João Martins da Cruz e de Escolástica de Almeida, naturais de Santana do Parnaiba.

Francisco Compton D’Elboux teve quatro filhos com sua esposa (capítulos 3° a 6°) e dois filhos (capítulo 1° e 2°) havidos, provavelmente, antes de seu casamento, os quais levaram seu sobrenome e foram reconhecidos em seu testamento:

Capítulo 1° Carlos Augusto D’Elboux (meu pentavô)

Capítulo 2º Maria Amália D’Elboux

Capítulo 3° Alfredo D’Elboux

Capítulo 4° Frederico Compton D’Elboux

Capítulo 5º Francisco Compton D’Elboux II

Capítulo 6º Thomas Compton D’Elboux

 

Capítulo  1º
Carlos Augusto D’Elboux

            Carlos Augusto D’Elboux nasceu entre 1790 a 1795 na cidade de São Paulo e era muito provavelmente o primeiro filho do tronco e de Maria Rosa Teixeira, sobre quem nada descobrimos. Muito provavelmente, Carlos Augusto e Maria Amália nasceram antes do casamento de seu pai que os reconheceu no seu testamento.

Carlos Augusto D’Elboux faleceu aos 25.ABR.1853 com “... cessenta anos mais ou menos...”  em Juqueri, então freguesia da cidade de São Paulo, hoje município de Mairiporã onde seguramente já se encontrava na primeira década do século XIX ou início da segunda década pois sua primeira filha Ana nasceu em 1812 na então freguesia. Foi sepultado, a seu pedido, no cruzeiro do

 


[1]Como já dizessemos aqui, o título D’Elbou e seu tronco Francisco Compton D’Elboux são os únicos tronco e título do livro Raízes que foram alterados após a publicação do livro em agosto de 2012, já que até a publicação do livro não tínhamos conseguido provas documentais que Carlos Augusto era filho de Francisco Compton D’Elboux o que somente tivemos quando consultamos os citados inventários nos dois arquivos.

[2] Encontramos hoje um local com o nome de Itaim Guaçu como sendo um bairro da cidade de Itu que já foi freguesia da vila de Santana do Parnaíba que provavelmente se trata da mesma locilidade.

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