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em troca de uma nova aventura que atenderia as necessidades do Estado: as viagens desbravadoras pela Serra da Mantiqueira pelos bandeirantes dando início ao ciclo mineiro.

A última referência que se tem de Jerônimo de Camargo em Atibia data-se de 1687 quando o mesmo recebeu a visita de Padre Provincial o qual levou: “ … quatro cambada de peixe salgados e três queijos, no valor de $ 480 (quarenta e oito centavos)”, sabe-se que Jerônimo de Camargo partiu de Atibaia para fundar uma fazenda em Jundiaí onde faleceu ou na última década do século XVII, entre os anos de 1690 a 1695, o que era mais provável, ou no início do século XVIII.

Em 1698 a terceira filha de Jerônimo de Camargo e Antônio do Prado da Cunha contraíram matrimônio e embora não tenhamos examinado a respectiva certidão de casamento, através da obra de Waldomiro Franco da Silveira sobre a História de Atibaia, deduzimos que por aquele casamento via-se que Jerônimo de Camargo já era falecido ou já não se encontrava mais em Atibaia.

Atibaia foi elevada a Capela Curada em 1679/80 (ou seja, a igreja passou a ter padre próprio), passando a paróquia ou freguesia, segundo alguns historiadores, em 170. Aos 13 de agosto de 1747 Atibaia passa a ser Distrito de Paz e aos 27 de junho de 1769, por portaria do capitão D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, mais conhecido como Morgado Matheus, é e elevada a vila (atualmente chamada de cidade ou município. No ano seguinte (1770) é formada a primeira Câmara Municipal.

Atibaia recebeu o título de cidade por lei provincial de 22 de abril de 1864 com o nome de São João Batista de Atibaia nome que conservou até 20 de dezembro de 1905 quando passou a se chamar simplesmente ATIBAIA.

Sua data de fundação oficial é 24 de junho de 1665, dia do santo padroeiro da capela da fazenda de Jerônimo de Camargo que passou a ser consequentemente a matriz da cidade, tendo sido nesta data realizada a primeira missa (eu particularmente não acredito que haja alguma prova que em 24 de junho de 1665 o Padre Matheus Nunes de Siqueira tenha realizado a 1ª missa em solo atibaiano, de qualquer modo se ela realmente aconteceu é indiscutivelmente um grande marco para o nascimento da cidade). pelo padre Matheus Nunes de Siqueira, todavia, como já vimos foi no dia 03 de julho de 1665 que a câmara de São Paulo com a presença do Padre Matheus ordena seja formada “aldeia na paragen donde estão” os índios catequisados pelo Padre em sua bandeira, portanto, podemos considerar que Atibaia poderia comemorar duas datas de fundação, a oficial, que se baseia no aspecto religioso (24 de junho, dia de São João Batista, o padroeiro da capela que deu início ao povoado) e a não oficial (03 de julho) que para mim parece mais correta, posto que é a primeira menção oficial da cidade e mais ainda marca exatamente o seu nascimento institucional, algo que analogicamente poderemos comparar a carta de Pero Vaz de Caminha.

 

CRONOLOGIA DA HISTÓRIA DE ATIBAIA PELO AUTOR

Século XVII

1580 – 31 de janeiro – Morre em Portugal, sem deixar herdeiros, o Rei e  Cardeal D. Henrique, sendo sucedido por Felipe II, rei da Espanha, unindo as duas coroas e, consequentemente, os dois países, até 1640 com a restauração da coroa portuguesa e o fim do domínio espanhos sobre Portugal.

1637 a 1639 – Segundo historiadores,Garcia Rodrigues Velho desbravou o bairro do Caioçara e Onefre Jorge Velho o bairro do Itapetinga, ambos no município de Atibaia. O córrego do Onofre leva o nome de seu desbravador.

12 de janeiro – Primeira sesmaria que faz menção ao rio Ibyatibaia concedida aos irmãos Manoel Garcia e Garcia Rodrigues Velho. Como o rio Atibaia é extenso não podemos afirmar que a sesmaria fazia menção a terras na região do grande município de Atibaia, mas de qualquer forma é a primera vez que se tem registro do nome em documento público.

1640 – junho – Expulsão dos jesuítas do colégio São Paulo, que provocou a célebre disputa política entre os membros da família Pires(de origem portuguesa e defensores dos jesuítas) e Camargo(de origem espanhola), detentoras do poder político da Vila de São Paulo, a primeira família era a favor dos jesuítas. Os jesuítas retornaram em 1653.

01 de dezembro – Restauração do trono português, depois de 60 anos de domínio espanhol, dando início à quarta e última dinastia portuguesa, a dos Bragança.

1641 – Pedro Taques, líder do partido dos Pires é assassinado por seu rival Fernão de Camargo em pleno largo da matriz em São Paulo, este último era irmão entre outros de: Marcelino de Camargo, o patriarca de Atibaia e Jerônimo de Camargo, o fundador de Atibaia. A disputa entre as famílias Pires e Camargo teve registro nas atas da câmara de São Paulo entre 1641 até o começo da discussão sobre a elevação de Atibaia à Vila em 1765, ou seja, a disputa durou por mais de 100 anos.

1646 – 1° de outubro – Carta de sesmaria dos irmãos Domingos Garcia Velho, Garcia Rodrigues Velho, Miguel Rodrigues Velho e Manoel Garcia Velho para atestando a posse de o além do rio batibaia, ou seja, confirmando que a região de Atibaia já era explorada antes do ano de sua fundação.

1647/48 – Alguns historiadores referem-se a possíveis entradas para o interior, chamada de “Marcha para Jundiaí”

1652 – Jerônimo de Camargo ocupa o elevado cargo de juiz ordinário em São Paulo, integrando uma Câmara sob o domínio dos Camargos, as eleições para juizes ordinários eram trienais. Sua eleição é acusada de fraude e um recurso é apresentado ao Ouvidor Geral visando impugnar o pleito. Segundo alguns historiadores, Marcelino de Camargo conduz seu irmão Jerônimo a entradas nos arredores da serrra do Itapetinga e rio Atibaia e também por Jundiaí.

– Primeira citação em documento público do bairro Caioçara de Atibaia no inventário de Antônio Pedroiso de Barros. O antigo bairro de Caioçara compreendena atualidade há muitos bairros de Atibaia, tais como: Maracanã, Iara, Campo dos Aleixos, Campinha, vitória Régia, Brotas e tantos outros, além da hoje cidade de Jarinu, antiga Campo Largo de Atibaia.

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