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1747 – 13 de agosto – Atibaia é elevada a distrito de paz com o nome de: São João Batista de Atibaia.

1749 – Eleição de Lucas de Siqueira Franco para o cargo de juiz ordinário em São Paulo, substituído no ano seguinte por João do Prado Camargo.

1761 – 15 de fevereiro – Proposta à Câmara paulista a elevação de Atibaia à categoria de vila (hoje município), pelo fazendeiro do bairro Caioçara, Frutuoso Furquim de Campos, chefe do partido dos Pires na região Atibaiana. A tentativa frustou-se por falta de apoio dos atibaianos ilustres que pertenciam ao partido dos Camargos na Câmara Paulistana, ligados a Atibaia, pois, uma vez transformada Atibaia em vila, os partidários dos Camargos se dedicariam à política de sua terra e deixariam naturalmente a vida política da Vila Paulistana. O partido dos Camargos conseguiu adiar a efetivação da proposta durante quatro anos, alegando pobreza e necessidade de compor politicamente na vila de São Paulo.

1.763 – Início da construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída e freqüentada pelos escravos que não podiam entrar na Igreja da Matriz. Foi terminada por volta de 1778.

– Desejando formar um povoado em que fosse venerada Nossa Senhora da Conceição, em cumprimento a um voto feito, o atibaiano Antônio Pires Pimentel e sua mulher Inácia da Silva Pimentel, doaram terreno necessário ao patrimônio e edificação da capela, fundando-se a freguesia de Conceição de Jaguari, situada à margem do ribeirão Tapuchinga ou Canivete. Acreditamos que o povoado que deu origem a Jaguari, hoje Bragança deva ter se inciado entre 1750 a 1760, portanto, 100 anos depois de Atibaia.

1765 – D. Luiz Antônio de Souza Botelho, o Morgado de Matheus, assume o Governo da Capitania. Em Atibaia é realizado em excelente censo onde descreve-se grande parte dos moradores da cidade exatamente um século depois do ano considerado oficialmente como fundação do povoado. Por esse censo podemos notar os bairros que compunham a então Vila: Campo Largo, Itapetinga, Caetetuba, Caiossara, Mato Dentro, Itaipira (Cachoeira), e Rio Abaixo. Nazaré era uma Freguesia e Bom Jesus fazia parte de Nazaré e Piracaia, ainda não existia, portanto, não foram citadas como bairros de Atibaia.

26 de janeiro – Depois de anos de esforços por parte do partido dos Pires, o rei de Portugal dá provimento ao requerimento da Câmara paulista que pedia a elevação da Freguesia de São João Batista de Atibaia à categoria de vila.

13 de fevereiro – O povoado de Conceição de Jaguari (Bragança Paulista) é elevada a Freguesiade São Paulo até a elevação de Atibaia a Vila em 1770 quando Conceição de Jaguari passou a ser Freguesia de Atibaia até sua elevação a Vila em 1797.

1766 – O atibaiano Jerônimo de Camargo Pimentel ocupa o cargo de juiz ordinário em São Paulo e com ele fazia parte da câmara de São Paulo, Frutuoso Furquim de Campos, partidário dos Pires. Atibaia, neste ano, contava com 515 casas e 1.506 pessoas e Jaguari com 309 casas e 1754 pessoas.

1769 – Três atibaianos faziam parte do comando administrativo de São Paulo: Fernando de Camargo Pimentel, Frutuoso Furquim como Juizes Ordinários e Antônio Gonçalves da Cunha como vereador. A câmara paulistana determinava neste ano a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo, estrada esta que será o embrião da estrada velha de Bragança.

27 de junho – Oficialização da elevação de Atibaia à categoria de vila, por portaria do cap.geral Morgado de Matheus. A nova vila compreendia na época os hoje municípios de Atibaia, Bragança, Nazaré, Piracaia, Bom Jesus dos Perdões e Jarinu, bem como todos os outros que nasceram dessas citadas cidades. Até aquela data Atibaia fizera parte do território da vila de São Paulo de Piratiniga. O partido dos Camargos e a população não desejavam essa emancipação. Por todos os meios ao seu alcance, Lucas de Siqueira Franco adiara, primeiro, a aprovação da proposta apresentada pelo partido dos Pires por quatro anos. Esses, pelos seus próprios meios, acabaram por conseguir que o requerimento apresentado pela câmara paulista fosse provido pelo rei, em Portugal. Uma vez dado o provimento pelo rei aos 26.JAN.1765, Lucas de Siqueira Franco, conseguiu, usando do seu prestígio político, postergar os atos oficiais da emancipação por mais quatro anos.

04 e 05 de novembro – Atibaia recebe uma comitiva da vila de São Paulo, composta pelo Ouvidor, acompanhado pelo juiz Ordinário Frutuoso Furquim de Campos, do escrivão dr. Bustamante e dois pagens, para participarem da cerimônia de instalação da nova vila de São João Batista de Atibaia, com o levantamento de Pelourinho, que representava a autonomia municipal. No dia seguinte foi instalada a 1ª casa da câmara e cadeia, no lugar onde hoje está a sorveteria Valentin e aí funcionou até 1836, quando foi transferido para o prédio onde hoje funciona o museu João B. Conti. Lucas de Siqueira Franco tirou partido da situação e recebeu as autoridades com pompas dignas do próprio rei. As festas e cerimônias de instalação da vila foram coisa nunca vista antes, preparadas especialmente para impressionar as autoridades e desfeitear o partido dos Pires. A presença maciça dos partidários dos Camargos às solenidades oficiais quase sufocou Frutuoso Furquim de Campos. Tão contrariado estava que foi o último a assinar a ata do Auto do Levantamento do Pelourinho quando, por força do cargo de juiz Ordinário, deveria ser o segundo, logo após o Ouvidor.

1770 – 19 de fevereiro – Instalação da primeira Câmara Municipal, formada pelos vereadores João Franco Viegas, Francisco Xavier Cezar e o capitão André Pereira de Medeiros; nomeados para juizes Antônio Gonçalves da Cunha e o capitão Domingos Leme do Prado, todos partidários dos Pires, nomeados pelo ouvidor que desprezou as indicações de Lucas de Siqueira Franco.

01 de abril – Lavrada a 1ª escritura da vila no 1º tabelionato de notas.

1771 – Lucas de Siqueira Franco é eleito pela 2ª vez vereador à câmara de São Paulo; não aceitou o cargo devido aos seus muitos afazeres em sua terra natal (Atibaia).

– Realização das primeiras eleições da nova vila, sob influência e comando de Lucas de Siqueira Franco, que em resposta a nomeação da primeira Câmara, composta pelos Pires, elegeu a primeira Câmara somente com os partidários dos Camargos. Frutuoso Furquim de Campos recorreu ao Ouvidor e conseguiu a anulação do pleito e a realização de novas eleições, onde a influência de Lucas de Siqueira Franco ainda prevaleceu, assim como nas eleições seguintes, em 1772.

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