organizados pelo Centro de Pesquisa Heráldica de Durfield, na Flórida (EUA). A rede mundial de computadores “internet” possui milhares de páginas “sites” voltados a estudos de genealogia que é um dos temas mais acessados da rede.
Do ponto de vista meramente histórico, orgulho-me de saber e poder escrever sobre a minha ascendência, chegando por alguns ramos a mais de mil anos de história, tempo superior ao descobrimento e ao início da colonização do Brasil.
Raízes divide-se em três partes: A primeira tem início com a introdução ao título I, a qual aborda a formação familiar de Atibaia através de considerações sobre as famílias Camargo, Araújo e Araújo Cintra, as quais foramseguidas pela descendência dos oito primeiros troncos, num total de 21 troncos, aqui divididos em 21 títulos.
Os 12 primeiros títulos: SIQUEIRA FRANCO, PIRES DE CAMARGO, SOARES, ALVES DO AMARAL, BUENO, PEREIRA, LEITE, OLIVEIRA CESAR, D’ELBOUX, FREITAS, TERRANOVA e De CARLO, retratam famílias, cujos troncos e ou grande parte de seus descendentes viveram e vivem em ATIBAIA, sendo os oito primeiros de famílias, consideradas duzentonas ou trezentonas da cidade, originárias na grande maioria de Portugal e em menor escala da Espanha.
Nos oito primeiros títulos (Siqueria Franco até Oliveira Cesar) pode-se encontrar pequenas biografias de diversos líderes políticos que administraram Atibaia e outras cidades nos regimes colonial, monárquico e republicano; são hoje, na sua maioria, nomes de ruas, praças, escolas e exerceram diversos cargos públicos como os de vereador, a maioria dos prefeitos ou intendentes, delegados, juízes, deputados, etc.
A maioria das famílias atibaianas abordadas no livro-revista Famílias Ilustres e Tradicioniais de Atibaia de 2000 (25[1] das 27), estão inseridas, total ou parcialmente, nesses sete primeiros títulos, bem como o trabalho do genealogista José Luiz Teixeira, em Família Atibaiana de 1997 e as Notas Genealógicas de Waldomiro Franco da Silveira de 1955 estão totalmente inseridos neste trabalho, todavia, expostos de modo diverso, ou seja, embora os dados genealógicos dos citados trabalhos estejam na íntegra neste trabalho com ou sem atualizações, a disposição dos dados, como os troncos dos títulos, por exemplo, estão tratados de uma nova forma.
Podemos afirmar que as famílias retratadas nos títulos Siqueira Franco, Pires de Camargo, Soares, Alves do Amaral, Bueno, Pereira, Leite e Oliveira Cesar, mais as famílias Camargo (do fundador de Atibaia e seus irmãos, retratada aqui na introdução do título I) e a família Araújo e consequentemente Araújo Cintra, também retratada na citada introdução e no próprio título Siqueira Franco, constituem nas mais antigas, importantes e tradicionais famílias atibaianas, cujos troncos estabeleceram-se em Atibaia nos séculos XVII e XVIII; das quais descendem os atibaianos verdadeiramente de raiz, formando-se então a grande família atibaiana.
Das famílias retratadas nos oito primeiros títulos mais as abordadas na introdução do primeiro título,desdobram muitas outras famílias atibaianas, algumas menos antigas (se considerarmos o tronco) e outras também antigas, tais como: Freitas (que também está disposta num títuloinédito deste trabalho), Almeida Bueno, Alvim (Campos Bueno – descendentes de Jerônimo de Camargo), Arantes, Barreto, Bueno de Aguiar, Cintra, Cintra Cunha, Cunha Cintra, Cintra Bueno, Fagundes, Ferraz, Florido, Franco da Silveira, Ivo da Silveira, Peçanha, Pereira Bueno, Pereira Leite, Pinto, Prado também conhecida como Profeta e Gregório, Rocha, Salles, Silva Bueno, Silva Pinto, Silveira Cintra, Silveira Franco, Silveira Pinto, Soares do Amaral, Teixeira e outras que estão inseridas no todo ou em parte nos citados títulos. Hoje porém, fruto da grande e positiva miscigenação brasileira, quase a grande totalidade dos Camargos, Siqueira Franco, Pires de Camargo, Soares, Alves do Amaral, Bueno, Pereira, Leite, Oliveira Cesar, Araújo e Araújo Cintra não carregam mais estes sobrenomes e não é raro encontrarmos, um Camargo ou Siqueira Franco de sobrenome italiano, um Alves do Amaral de olhos puxados, ou quem sabe um Pires de Camargo de pele mais morena, ou ainda um Soares com sobrenome Sírio, por exemplo. Hoje não temos mais aquele ranço negativo do passado, onde os mais antigos não viam com bons olhos os que chegavam depois em Atibaia, ainda mais se fossem imigrantes ou descendentes deles. Não há na atualidade uma única família considerada antiga e tradicional de Atibaia que não tenha, ao menos por um ramo, se entrelaçado a famílias mais novas em solo atibaiano e oriundas de famílias imigrantes. João Batista Conti, grande atibaiano, historiador e folclorista, se vivesse hoje se alegraria muito de ver tal miscigenação entre as famílias de origens diversas, convivendo sem mais nenhum preconceito em nossa cidade. Em nosso País não há como se ter uma postura preconceituosa, equivocada e racista, pois somos um povo que é fruto da mistura de raças, o que talvez seja nossa maior característica e qualidade.
Nos títulos Siqueira Franco (Franco na obra de Waldomiro Franco da Silveria), Pires de Camargo (Pires na citada obra), Alves do Amaral (Alves na citada obra) e Bueno (como o mesmo título na citada obra), houve, de modo geral, pouquíssima atualização, estando faltando, em média, duas ou três gerações nascidas a partir da década de 1950, década da edição da obra de Waldomiro Franco da Silveira. As poucas atualizações feitas nestes títulos são decorrentes da proximidade entre mim e os parentes descritos, portanto, os avanços nas gerações devem-se ao único fato de proximiade do autor com os citados aqui. Já nos títulos Soares, Pereira, Leite e Freitas a desatualização é menor, tendo em vista que estes títulos tiveram como fonte de pesquisas, trabalhos mais recentes, tais como: Família Atibaiana de José Luiz Teixeira de 1997 (aqui reproduzido na íntegra, mas com disposição diversa) e o livro-revista Famílias Ilustres e Tracicionais de Atibaia de 2000, portanto, acreditamos que estes títulos
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